Rio de Janeiro, 27 de Janeiro de 2026

STF concede <i>habeas corpus</i> a acusado de matar namorada

Quarta, 30 de Maio de 2007 às 17:58, por: CdB

Após quatro anos de reclusão, o cirurgião Farah Jorge Farah deixou a carceragem do 13º Distrito Policial (Casa Verde), na Zona Norte de São Paulo. Ele é acusado de matar e esquartejar a paciente e ex-namorada Maria do Carmo Alves em janeiro de 2003 e foi beneficiado por um habeas corpus do STF (Supremo Tribunal Federal), na terça-feira.

No pedido de liberdade, o advogado de Farah, Roberto Podval, argumentou que não há motivos para ele ser mantido preso preventivamente.

Na decisão, o ministro Gilmar Mendes, relator do processo, acatou o argumento. Para o ministro, a prisão de Farah estava pautada apenas no modo como o crime foi cometido e "na comoção social que a gravidade do delito causou na sociedade paulistana".

Dos cinco ministros que votaram, apenas Joaquim Barbosa foi contra a decisão do relator. Eros Grau, Cezar Peluso e Celso de Mello acompanharam o voto do relator.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, Farah ainda não tem julgamento marcado. Em novembro, ele passou por exame de sanidade mental feito pelo Imesc (Instituto de Medicina Social e Criminológica de São Paulo). Em fevereiro, o instituto solicitou um exame complementar. O laudo ainda não foi concluído.

O crime ocorreu na clínica de Farah, em Santana, Zona Norte de São Paulo. Ele confessou ter matado e esquartejado Alves.

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