Rio de Janeiro, 14 de Março de 2026

STF barra o aumento dos parlamentares

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, nesta terça-feira, em plenário, suspender o reajuste de 90,7% na remuneração do parlamentares. A decisão foi tomada por unanimidade. Os dez ministros que votaram manifestaram-se contra o reajuste. A presidente do STF, Ellen Gracie, não votou. Leia Também: Sindicatos vão à luta contra reajuste abusivo

Terça, 19 de Dezembro de 2006 às 10:02, por: CdB

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, nesta terça-feira, em plenário, suspender o reajuste de 90,7% na remuneração do parlamentares. A decisão foi tomada por unanimidade. Os dez ministros que votaram manifestaram-se contra o reajuste. A presidente do STF, Ellen Gracie, não votou. Dos dez ministros que votaram, quatro tomaram a decisão com base na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) apresentada pelo PPS. A ação pedia a suspensão do aumento por liminar e foi acatada pelo relator da matéria, ministro Carlos Ayres Britto.

Outros seis ministros votaram contra o reajuste argumentando pela invalidade do Decretto 444 de 2002, usado pelos congressistas como argumento para o reajuste. O decreto teria sido substituído pela Emenda Constitucional número 41. O Decreto Legislativo 444, de 2002, equipara os salários de parlamentares aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Foi com base nele que, na semana passada, os líderes e os integrantes das mesas diretora da Câmara e do Senado decidiram pelo reajuste. O aumento elevaria os salários de R$ 12,8 mil para R$ 24,5 mil a partir de 1º de fevereiro, quando começa a próxima legislatura.

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