Rio de Janeiro, 12 de Outubro de 2026

STF avalia, há um ano, se aceita ou não denúncia contra Marcos Valério

Sexta, 21 de Novembro de 2008 às 11:10, por: CdB

A denúncia sobre o valerioduto tucano em Minas Gerais apresentada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, completou nesta sexta-feira um ano de tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) sem que os ministros tenham se pronunciado se aceitarão o pronunciamento que já reúne 41 volumes e 15 envolvidos que, até agora, ainda não são réus no processo.

Relator do inquérito no STF, o ministro Joaquim Barbosa é o mesmo que avalia o processo do mensalão do PT. O valerioduto tucano foi o embrião do que viria a ser o mensalão do PT, já que "o procedimento que se adotou para fazer o desvio do dinheiro é o mesmo, mas com objetivos diferentes", disse Antonio Fernando.

O esquema começou em 1998, durante a campanha pela reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), hoje senador. O operador financeiro do esquema, conforme a denúncia, teria sido o mesmo do mensalão do PT: o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, que, por meio de sua hoje inativa agência de publicidade, a SMPB, atendia ao governo mineiro.

O inquérito no STF oferece denúncia por peculato e lavagem de dinheiro. São denunciados Valério, Azeredo, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia e mais 12 pessoas, que teriam desviado para a campanha R$ 3,5 milhões em verbas públicas.

Pelo histórico da tramitação do inquérito no STF, as partes acusadas estão sendo intimadas a apresentar suas defesas e esclarecimentos. Azeredo apresentou resposta à denúncia em 20 de fevereiro deste ano. Sete dias depois foi a vez de Mares Guia, que deixou o ministério por causa dessa denúncia. Por uma semana, em agosto, o inquérito retornou à Procuradoria para vistas.

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