Rio de Janeiro, 18 de Janeiro de 2026

STF se aproxima de um nome para substituir Zavascki

A alternativa mais cogitada em conversas informais dos ministros no STF é o sorteio da relatoria da Lava Jato entre os integrantes da Segunda Turma

Domingo, 29 de Janeiro de 2017 às 15:22, por: CdB

A alternativa mais cogitada em conversas informais dos ministros no STF é o sorteio da relatoria da Lava Jato entre os integrantes da Segunda Turma

 

Por Redação, com ABr - de Brasília

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve anunciar nesta semana a decisão sobre o futuro da Operação Lava Jato na Corte. Durante toda a semana passada, em conversas reservadas, a presidente, Cármen Lúcia, buscou uma solução consensual. Ela visa encontrar um substituto para relatar os processos da operação. Estes seguem sob a responsabilidade do gabinete do ex-ministro Teori Zavascki, morto em acidente de avião em Paraty (RJ).

opiniao.jpgO STF precisa decidir quem passará a relatar os processos da Lava Jato

Além da relatoria, a Corte deve definir como será feita a homologação das delações premiadas dos 77 executivos ligados à empreiteira Odebrecht. Na sexta-feira, juízes auxiliares do STF concluíram a fase de depoimentos complementares. Com a conclusão, as delações estão prontas para serem homologadas. 

A alternativa mais cogitada em conversas informais dos ministros é o sorteio da relatoria da Lava Jato entre os integrantes da Segunda Turma. Era colegiado integrado por Teori e que já julgou recursos da Lava Jato. Fazem parte do colegiado os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Pauta do STF

Outra medida que pode ser tomada é a transferência de um integrante da Primeira Turma para a segunda. O nome defendido nos bastidores é o do ministro Edson Fachin, com perfil reservado, semelhante ao de Zavascki.

Na quarta-feira, a Corte retorna aos trabalhos após o período de recesso. No início da sessão, está prevista uma homenagem ao ministro Teori Zavascki.

Oito ações que tratam de assuntos fiscais, que estavam sob a relatoria de Teori, serão retiradas da pauta de julgamento. Deve ser incluída na pauta a validade da candidatura à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. A candidatura é contestada pelo Solidariedade (SD) e pelo deputado André Figueireiro (PDT-CE).

Regras de gastos

Estavam pautadas ações sobre a validade da Lei de Responsabilidade Fiscal e a constitucionalidade da fixação de limite com gastos de pessoal pelos estados. Não há previsão para a retomada do julgamento. As decisões devem servir de base para os acordos fiscais que o governo federal deve assinar com os estados que passam por dificuldades financeiras.

Os ministros deveriam analisar a validade da Lei de Responsabilidade Fiscal, criada em 2000 para disciplinar os gastos dos governos estaduais e federal.

Na época, as ações foram propostas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), governadores e associações de procuradores sob argumento de que a lei fere a autonomia dos Poderes ao definir regras para limitar os gastos.

Tags:
Edições digital e impressa