A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, reiterou a necessidade de manter sigilo sobre as informações da Justiça passadas para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das Sanguessugas. O ofício enviado pelo STF foi lido para os parlamentares da CPMI pelo presidente da comissão, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
O deputado disse que os parlamentares que quiserem ter acesso às informações deverão marcar horário para examinar os documentos:
- A responsabilidade pela quebra do sigilo é de cada um. Vamos estabelecer um horário para os parlamentares que queiram ter acesso às informações.
Para o relator da comissão, senador Amir Lando (PMDB-RO), a ordem judicial de manter o sigilo deve ser cumprida, mas "a CPI não vai ficar cerceada pelo sigilo, vai ter de investigar; se necessário haverá quebra de sigilo no momento oportuno".
Depoimentos
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar denúncias de uso irregular de recursos públicos para a compra superfaturada de ambulâncias reuniu-se às 10h30 para ouvir os primeiros depoimentos. Os convidados para a reunião foram o procurador da República de Mato Grosso Lúcio Avelar e o delegado da Polícia Federal Tardelli Boaventura. Os dois foram responsáveis pelo início das investigações sobre o esquema de fraudes envolvendo empresários, parlamentares, funcionários públicos e prefeitos.
Já foram aprovados requerimentos para convocação da ex-assessora especial do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino e dos empresários Darci José Vedoin, dono da Planan Indústria Comércio e Representação Ltda, e Luiz Antônio Trevisan, proprietário da Santa Maria Comércio e Representações, além do advogado da Planan, Luiz Aires.