Por Rui Martins - A empresa brasileira Stefanini vai corrigir os baixos salários e pagar um salário igual ao dos suíços aos informáticos rumenos por ela contratados junto à multinacional de perfumes Firmenich, em Genebra.
Sábado, 21 de Fevereiro de 2015 às 17:47, por: CdB
Acordo da empresa brasileira Stefanini com autoridades suíças para aumentar o salário dos informáticos rumenos
A empresa brasileira Stefanini vai corrigir os baixos salários e pagar um salário igual ao dos suíços para os informáticos rumenos por ela contratados junto à multinacional de perfumes Firmenich, em Genebra.
A decisão brasileira foi comunicada durante audiência de conciliação convocada pela Comissão de Medidas de Acompanhamento e consta do acordo de princípio firmado com os representantes da Stefanini, segundo comunicado divulgado pelo Departamento suíço de Segurança e de Economia.
Foi o sindicato UNIA quem denunciou à Comissão de Medidas de Acompanhamento a irregularidade de salários bem abaixo do mínimo suíço em matéria de engenharia de computação pagos aos informáticos rumenos. Eles recebiam apenas 800,00 euros, equivalentes aos salários pagos aos informáticos na Romênia, quando o mínimo suíço dessa categoria equivale a 3.300,00 euros, embora o normal na Suíça sejam salários equivalentes a 6.300,00 euros.
A Comissão de Medidas de Acompanhamento foi criada para evitar que os tratados bilaterais assinados com a União Européia permitam o uso de dumping ou o pagamento de salários inferiores aos dos suíços para imigrantes. Entretanto, a categoria de engenheiros informáticos não consta das categorias protegidas contra dumping salarial na Suíça, razão pela qual a empresa Stefanini não agia de maneira ilegal, embora eticamente o caso tenha provocado protestos e fosse alvo de críticas por parte de políticos suíços.
O sindicato UNIA que a inclusão imediata da profissão de engenheiro informático na cláusula das categorias profissionais protegidas na Suíça contra dumping.
Com o acordo, a empresa Stefanini, que presta serviço terceirizado para a multinacional Firmenich, assumiu o compromisso de reajustar os salários dos rumenos, durante os 90 dias de trabalho em Genebra e de adotar o valor dos salários suíços caso contrate novos informáticos na Rumenia. Para esse tipo de trabalho temporário, a lei suíça só permite deslocamentos de imigrantes por um prazo máximo de 90 dias, desde que não criem concorrência aos suíços.
O comunicado divulgado acentua que " a empresa Stefanini tinha agido de boa fé e colaborou plenamente com as autoridades competentes de Genebra" para a solução da ques.
Rui Martins, correspondente em Genebra.
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