Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Stédile sugere envio de cisternas ao Haiti e critica atuação militar

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o envio de cisternas, sementes e ferramentas para auxiliar na recuperação do Haiti.O líder do MST disse que a ajuda brasileira ao país caribenho deveria ser humanitária e não militar. (Leia mais)

Segunda, 25 de Janeiro de 2010 às 08:58, por: CdB

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o envio de cisternas, sementes e ferramentas para auxiliar na recuperação do Haiti, devastado por um terremoto há duas semanas.

– Podemos levar as cisternas, que têm tecnologia brasileira, sementes, ferramentas e tratores para fazer açudes com a água da chuva –, disse nesta segunda-feira, antes da abertura do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.

Stédile espera encontrar Lula esta semana, durante o FSM,  Segundo o coordenador, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, já ofereceu o envio de gás e a construção de termelétricas de emergência para ajudar a reestabelecer o fornecimento de energia elétrica no Haiti.

O líder do MST criticou a participação do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) e disse que a ajuda brasileira ao país caribenho deveria ser humanitária e não militar.

– O Haiti não precisa de soldados, precisa de médicos, professores, agrônomos. Os militares estão lá há cinco anos e nada mudou. O que muda um país não é presença militar. O Haiti precisa é de ajuda humanitária e de um novo projeto de desenvolvimento. O azar do Haiti é que ele fica muito perto dos Estados Unidos –, afirmou.

Além de enviar suprimentos agrícolas, Stédile vai sugerir que o Brasil traga jovens haitianos para o Brasil para aprender técnicas agrícolas nos acampamentos e escolas do MST.

– Vou pedir ao Lula para usar o Sucatão (antigo avião presidencial) para trazer jovens haitianos para cá. Eles ficam um tempo, quando voltarem o país estará mais recuperado e eles terão formação como técnicos agrícolas –, disse.

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