Rio de Janeiro, 18 de Abril de 2026

Stédile inicia defesa contra processo da Aracruz

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) João Pedro Stédile aciona, nesta segunda-feira, os seus advogados para, junto com outras 36 pessoas, dar início à fase judicial do processo em que foram indiciados por envolvimento na ocupação da empresa Aracruz Celulose e destruição de plantas transgênicas, em 8 de março, na Barra do Ribeiro (RS). (Leia Mais)

Domingo, 09 de Abril de 2006 às 12:55, por: CdB

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) João Pedro Stédile aciona, nesta segunda-feira, os seus advogados para, junto com outras 36 pessoas, dar início à fase judicial do processo em que foram indiciados por envolvimento na ocupação da empresa Aracruz Celulose, em 8 de março, na Barra do Ribeiro (RS). Do total, segundo a polícia, 18 tiveram participação no planejamento da ação no horto florestal da empresa. Stédile é apontado como o mentor da operação. A investigação identificou ainda sete entidades como promotoras do ataque, todas elas ligadas à Via Campesina.

Na relação dos indiciados, estão quatro estrangeiros. Entre os acusados, além de Stédile, estão os líderes internacionais da Via Campesina, Paul Nicholson (País Basco) e Henri Saragin (Indonésia) e a brasileira Luciana Piovesan, do Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais. Todos os indiciados foram enquadrados nos crimes de danos qualificados e cárcere privado, com penas que podem chegar a seis anos de prisão. Eles são acusados pela destruição de pelo menos um milhão de mudas de eucalipto e de um laboratório de melhoramento genético.

Responsável pelo inquérito, a delegada Raquel Dornelles, anunciou que pedirá a prisão preventiva de seis pessoas, mas não divulgou os nomes, alegando que o sigilo facilitará as buscas da polícia caso os pedidos forem autorizados pela Justiça. O inquérito foi encaminhado para a Justiça nesta sexta-feira e será analisado pelo promotor Daniel Indrusiak.

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