Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Stédile denuncia Gilmar Mendes como o porta-voz da direita

Um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, acusou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de ser o “porta-voz” da direita no país. (Leia Mais)

Sexta, 29 de Janeiro de 2010 às 09:54, por: CdB

Um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, acusou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de ser o “porta-voz” da direita no país.

– O presidente do STF se transformou no líder da direita, seu Gilmar Mendes. Ele não é um jurista. Quem elegeu ele? Ele foi indicado pelo Fernando Henrique Cardoso e agora fala sobre tudo –, disse Stédile durante uma manifestação do MST no Fórum Social Mundial em Porto Alegre.

De acordo com Stédile, as atitudes do presidente do STF revelam como o Judiciário trabalha contra os movimentos sociais, que também enfrentam ataques do Legislativo, em especial da bancada ruralista, e dos veículos de comunicação.

– Eles [a direita] utilizam os instrumentos sobre os quais têm hegemonia total. Um vai repercutindo o outro. Por que utilizam o Judiciário? Porque vão orientando todo o aparato repressivo.

O líder do MST também comentou a prisão de nove militantes em São Paulo envolvidos na ocupação de fazenda da Cutrale, no ano passado, e lembrou que o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) comprovou que as terras ocupadas eram griladas.

– O delegado da polícia, a mando de não sei quem, mandou prender nove militantes. Não sei por que não mandou prender as 240 famílias que estavam na ocupação.

À época da invasão, a empresa Cutrale informou que já havia provado na Justiça ser a proprietária das terras e que a invasão da fazenda teria causado um prejuízo de R$ 1,2 milhão.

As declarações de Stédile foram feitas durante manifestação do MST contra a criminalização dos movimentos sociais e a punição a líderes do movimento. Na atividade, também foram exibidas imagens de sem terras mortos em ações da polícia militar em diversos lugares do país.

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