Rio de Janeiro, 24 de Maio de 2026

<i>Star Wars<i> é Guerra nas Estrelas

Sábado, 28 de Maio de 2005 às 18:56, por: CdB

O que ainda pode ser dito sobre Star Wars III - A vingança dos Sith? Já estreou há semanas, bateu recordes e todo mundo foi assistir. A saga de George Lucas no universo pop chegou a um inadiável desfecho. E chegou praticamente próximo ao relançamento da trilogia original em DVD, fazendo com que todas as produções Star Wars sejam vistas/ revistas (ou, sintetizando bem, consumidas/ re-consumidas).
 
A cabine de imprensa de A vingança dos Sith se deu no novo cinema Arteplex, na praia de Botafogo, onde antes estava o Cine Coral ("Sempre um bom filme"). A imprensa foi conduzida para a maior sala do complexo, a 6, única onde tem o som THX, da Lucas Film. Tudo em casa. Os jornalistas testemunhavam naquele momento toda a abrangência das trilogias Star Wars, que teve desdobramentos até em sistemas de som em salas de projeção. Isso é, inquestionavelmente, uma revolução. Fazer o filme e reinventar o sistema apropriado para vê-lo nos cinemas. Não parece nenhum absurdo a série ter conquistado tantos fãs. Eles certamente têm suas razões.
 
Os jornalistas que começaram a assistir a demonstração da potência do som THX, antes do início de Star Wars, já começaram com água na boca. O pequeno tempo reservado para perguntas após a demonstração e antes do filme pareceu até um insulto. Ninguém queria perguntar nada. Todos queriam assistir a Star Wars no som THX. Poucas e desnecessárias perguntas acabaram sendo feitas e brevemente respondidas. Agora sim, todos (ou)viam  Star Wars.
 
O filme
 
Se o fã, o leigo, ou o iniciado sentiu uma leve desconfiança nos dois filmes anteriores da nova trilogia, nada o fez mudar de idéia agora. O desfecho da trilogia era previsível, tornando a compra do ingresso algo parecido com uma constatação. Todos sabiam que seria o aparente fim dos Jedis e que Anakin Skywalker iria se tornar Darth Vadder. Mas é aquela coisa... e, claro, passou a ser um programa sagrado.
 
Episódio I é, sem dúvida, o pior Star Wars já feito. Lucas começou mal e levou fãs à beira do abismo. Episódio II foi uma grata surpresa e, de longe, é o melhor filme da nova trilogia. Episódio III faz um papel de preenchimento. É como se ele existisse para tapar o buraco que faltava, ou preenchesse qualquer dúvida que ainda pairasse no ar. Funciona unicamente para fazer a ponte entre os novos filmes e as velhas produções. Daí ele já perde um charme, um brilho que poderia ter.
 
Contudo, A vingança dos Sith não é um mau filme. Se fosse para situá-lo na nova trilogia, ele talvez estivesse no meio do caminho entre o fiasco Episódio I e o excelente Episódio II - Ataque dos Clones. E se pensarmos bem, não poderia ser diferente. Sem dúvida não renderia algo melhor do que já é. O fã pode ficar contente de não ter sido a mediocridade de Episódio I. Sim, já é algo a se considerar se tratando do sacro Star Wars.
 
Filme/ Cinema
 
Se voltarmos no assunto sessão de imprensa de Star Wars, vemos que fomos privilegiados de ir assistir a fita no único cinema carioca que tem o som THX, conforme fomos informados. Era assistir ao filme do jeito que seu criador idealizou. Nem todas as centenas de salas pelo Brasil possuem esse sistema. O que significa que uma parcela pequena do público viu/ verá o filme em THX.
 
Se para Episódio III, aqui no Rio, o filé é ir ver no Arteplex, o leitor com melhor memória vai ver que no Episódio II, era diferente. Em 2002 não tinha som THX (se levarmos em consideração a explicação dos donos do Arteplex, nas breves respostas às poucas perguntas da platéia sedenta). Porém, em 2002, o que falavam era que o filme tinha sido filmado em HD (sistema digital, e é verdade, assim como este). E o único cinema no Rio que fazia projeção d

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