A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou, nesta segunda-feira, já ter pistas dos responsáveis pelos atentados contra bases da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana no Estado.
A corporação realiza um levantamento das ações em todo o estado e mantém o gabinete da SSP reunido. A Polícia promete manifestar-se oficialmente sobre a onda de ataques hoje às 11 da manhã.
O comantande Alberto Silveira, da PM Paulista deve anunciar medidas repressivas nos locais onde ocorreram os ataques. Também há a expectativa de que o comando da PM aumente o efetivo da polícia nos finais de semana. A Associação de Cabos e Soldados da PM queixa-se que muitos policiais ficam sozinhos nos postos durante a madrugada, facilitando os ataques de bandidos.
Durante o final de semana, 8 postos da Polícia foram atacados por bandidos em diversos pontos da Grande São Paulo e litoral paulista. Dois PMs morreram nos ataques, outros 8 estão feridos.
O primeiro atentado aconteceu na madrugada ontem. Um grupo de homens armados disparou mais de dez tiros contra uma base móvel da PM na rua Paim, Bela Vista, na região central. Um soldado foi atingido em uma das mãos por um tiro.
À tarde, em Santo André, dois homens que estavam em uma Parati lançaram uma granada (uma MK-20, usada por militares e com capacidade de destruir um carro) contra um veículo da PM que fazia ronda na avenida Industrial. O explosivo caiu sobre as pernas do policial, mas não explodiu.
Na zona leste da capital, no Jardim Planalto, a base da PM no bairro foi metralhada por dois homens. Dois guardas ficaram feridos. Os criminosos fugiram, mas foram abordados em seguida por um PM. Eles reagiram. O policial foi ferido de raspão na cabeça. Também na zona leste, uma base móvel foi atacada em Cidade Tiradentes, sem feridos.
Já na zona norte, no bairro de Casa Verde, ocupantes de um carro Ômega azul dispararam contra uma viatura.
A onda de ataques também atingiu postos da PM no Guarujá e São Vicente, no litoral paulista. Cinco homens cercaram a base da PM na Rodovia dos Imigrantes, em São Vicente, e usaram fuzis e metralhadoras para atacar a polícia. Ninguém ficou ferido. No Guarujá, dois homens em uma moto atiraram contra um posto policial. Um policial militar foi ferido gravemente e corre risco de morrer.
Na cidade de Tremembé, interior paulista, um guarda de muralha morreu ao trocar tiros com bandidos que tentavam resgatar presos.