O governo do Sri Lanka anunciou que não pode prosseguir com o processo de paz com os rebeldes tâmeis por causa da crise que atinge administração da presidente Chandrika Kumaratunga, informou hoje o responsável pelas negociações.
"O governo considera que como o primeiro-ministro não controla todos os aspectos do processo de paz, já não pode comandá-lo por mais tempo", garantiu G. L. Peiris, responsável pelas negociações com o grupo rebelde Tigres da Libertação do Eelam Tamil (LTTE).
O primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe pediu aos principais representantes da comunidade internacional que colaboram na solução do conflito com os tâmeis que "analisem a possibilidade da presidente tomar a frente" neste processo, acrescentou.
Kumaratunga provocou na semana passada uma crise com o governo, dirigido por seu adversário político, acusado pela presidente de fazer muitas concessões aos rebeldes na tentativa de resolver este conflito que nos últimos 30 anos provocou 60 mil mortes. A presidente destituiu os ministros da Defesa, Interior e Informação e garantiu que o cessar-fogo estabelecido no ano passado com a ajuda da Noruega é ilegal, apesar de ter garantido que o respeitará.