Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Spread bancário recua, inadimplência estabiliza e confiança da indústria cai

Quarta, 29 de Janeiro de 2014 às 12:14, por: CdB
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A taxa básica de juros, a Selic, influi no mercado de crédito brasileiro
O spread bancário e a taxa média de juros no mercado de crédito brasileiro recuaram em dezembro, mesmo com o ciclo de aperto monetário em curso, mas o movimento não foi visto na inadimplência. A inadimplência no mercado de crédito brasileiro no segmento de recursos livres, informou o Banco Central nesta quarta-feira, ficou em 4,8% em dezembro, estável em relação a novembro e interrompendo dois meses seguidos de queda. Já a taxa média de juros fechou dezembro em 29%, inferior aos 29,4% em novembro, enquanto que o spread bancário – diferença entre o custo de captação e a taxa efetivamente cobrada ao tomador final – ficou em 17,5 pontos percentuais, abaixo dos 18,2 pontos percentuais vistos em novembro e marcando a segunda queda seguida. Desde agosto passado, o BC vem elevando a Selic para combater a inflação, o que acaba influenciando o mercado de crédito, bem como o baixo crescimento da economia. A taxa básica de juros está hoje em 10,5% e a expectativa dos agentes econômicos é de que esse ciclo de alta não terminou ainda. O BC informou ainda que o estoque total de crédito no Brasil subiu 2,4% em dezembro ante novembro, chegando a 2,715 trilhões de reais, ou 56,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2013, o estoque total de crédito aumentou 14,6%, um pouco acima da expectativa da própria autoridade monetária, de expansão de 14%. Considerando os recursos totais no mercado de crédito, incluindo também os direcionados, a inadimplência diminuiu ligeiramente em dezembro, a 3%, ante 3,1%. Já os juros médios recuaram a 19,7% no mês passado no geral, ante 20% apurado no mês anterior, enquanto que os spreads encerraram 2013 em 11,1 pontos percentuais, 0,4 ponto percentual a menos do que em novembro. Confiança Apesar da estabilidade na inadimplência, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 0,4% em janeiro em relação ao final do mês anterior, informou a Fundação Getúlio Vargas nesta quarta-feira. O indicador atingiu 99,5 pontos em janeiro, ante 99,9 pontos em dezembro, quando houve alta de 0,8%. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 1,2%, para 100,9 pontos, mas esse resultado foi ofuscado pela queda de 1,9% do Índice de Expectativas (IE), para 98,1 pontos. O quesito que mede o grau de satisfação com a situação atual dos negócios foi o que mais contribuiu para a alta do ISA. A proporção de empresas que avaliam a situação dos negócios como boa aumentou de 15,4% para 17,7%, enquanto a parcela das que a avaliam como fraca caiu de 12,3% para 11,1%. Já no IE o principal impacto veio do quesito emprego previsto, uma vez que a proporção de empresas prevendo ampliação no total de pessoal ocupado nos três meses seguintes caiu de 21,9% para 18,1%. As que preveem diminuição passou de 11,7% para 13,8%. Por sua vez, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) alcançou 84,6% em janeiro, aumento de 0,3 ponto percentual. "A combinação de ISA e NUCI mais fortes sinaliza aceleração do ritmo de atividade nesta virada de ano. Mas a piora das expectativas sugere que o setor continua pouco confiante na possibilidade de retomada consistente ao longo do primeiro semestre", afirmou a FGV em nota. A indústria apresentou ao longo de 2013 desempenho errático, que dificultou a recuperação da economia como um todo. De acordo com dados do IBGE, em novembro a produção do setor interrompeu três meses seguidos de alta ao recuar 0,2%.
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