O aumento do spread bancário, que é a diferença entre a taxa de juros cobrada por bancos e financeiras nas operações de crédito e a que eles pagam para captar os recursos, custou R$ 8,2 bilhões aos brasileiros.
Um levantamento feito pela Fiesp mostra que 1,5% do total de investimentos em produção feitos no ano passado, ou cerca de 0,5% do consumo das famílias, foi pago a mais por causa dos aumentos do spread acima do valor correspondente à inadimplência entre setembro de 2008 e fevereiro deste ano.
A inadimplência cresceu 19,5% entre setembro de 2008 e fevereiro de 2009. Mas, o aumento do calote justificaria uma elevação de apenas 7,3% no spread, quase a metade dos 13% aplicados pelos bancos.
Ao longo dos cinco meses pesquisados pela Fiesp, as despesas dos brasileiros com pagamento de juros somaram R$ 152,6 bilhões, conforme o BC. Nas contas da Fiesp, esse gasto deveria ter sido de R$ 144,3 bilhões. Segundo a entidade, os cerca de R$ 8,2 bilhões excedentes correspondem aos aumentos injustificados do spread.