Com mais de 50 mil testemunhos digitais de vítimas do Holocausto registrados no Brasil, Argentina e Estados Unidos, entre outros países, o diretor e produtor de cinema americano Steven Spielberg, 58 anos, espera disseminar os horrores da tragédia para impedir que um novo genocídio aconteça no mundo.
- Ao disseminar cerca de 52 mil vozes que nunca mais serão silenciadas, impediremos que um genocídio semelhante volte a ocorrer - informou o cineasta na quinta-feira, em cerimônia na Universidade do Sul da Califórnia, que sediará a Fundação Shoah, criada por ele em 1994.
Depois de filmar A lista de Schindler, Spielberg se deu conta de que as vítimas precisavam contar sua história, não para seus filhos ou netos, mas para alguém que lhes desse confiança.
A partir de 1º de janeiro próximo, a universidade terá nos seus arquivos os depoimentos de 52 mil vítimas do Holocausto.
De acordo com Spielberg, o objetivo é chegar a todas as salas de aulas do mundo para transmitir uma mensagem de tolerância.
- Queria ver uma mensagem de tolerância em cada país, em cada sala de aula no mundo todo - frisou o premiado diretor.
A fundação recolheu depoimentos de testemunhas de 57 países e 32 idiomas e está comprometida com o uso educacional destes arquivos em nível mundial.
Spielberg é presidente honorário da entidade, na qual injetou US$ 65 milhões do seu próprio bolso.