Rio de Janeiro, 19 de Maio de 2026

SPFW exibe verão romântico e estamparia caprichada no 2o dia

Quinta, 30 de Junho de 2005 às 13:25, por: CdB

Um romantismo sem fim transbordou pelos corredores da Bienal na quarta-feira, segundo dia de São Paulo Fashion Week. Diversos estilistas, como Ronaldo Fraga e as grife de moda praia Sais e Poko Pano, voltaram-se para uma mulher extremamente feminina, que adora vestidos meigos e florais e muito cor-de-rosa.

O estilista Marcelo Sommer, um dos destaques do dia, preferiu viajar até a Polinésia e usar a estética tiki, própria da região, para criar diversas estampas. Desenhos de máscaras, florais e motivos geométricos apareceram em camisas, paletós, blusas e vestidos em modelagem A.
A cintura veio marcada tanto nos paletós para eles como nos casaquinhos para elas. A silhueta bem definida apareceu ainda nas túnicas e batas com nós nos ombros, arrematadas por cintos de chamois.

As duas únicas marcas de moda praia que se apresentaram no dia foram a Sais e a Poko Pano, que abriu o dia. A natureza pontuou o desfile da Sais, com referências florais, folhagens e insetos. Foi a terceira coleção assinada pela modelo Ana Hickmann para a grife, que faz um vestuário mais básico do que sua irmã mais velha, a Rosa Chá, ambas de Amir Slama.

A modelagem, de apelo mais confortável, valorizou o busto, com tirinhas, bordados e mega e minilaços bordados por cima das estampas. O exercício dos vazados, uma das marcas registradas de Slama, trouxe recortes formando o desenho de pétalas de flor.

Já a Poko Pano buscou inspiração no baú da vovó, com biquínis e maiôs cheios de bordados, crochês e patchworks, numa aura de romantismo dos velhos tempos. Os tradicionais biquínis de lacinho com sutiã cortininha dividiram a passarela com peças de modelagem mais comportada, de ar retrô.

Ao som de chorinhos e sambas dos anos 1920, o cantor Jamelão, lendário puxador de samba da Mangueira desde os anos 1950, cantou para a platéia. O clima romântico continuou na apresentação do mineiro Ronaldo Fraga, que fez homenagem às costureiras. Rendas e babados decoraram blusas e vestidos, alguns em modelagem A, inspirados também nos anos 1920. Os tecidos usados -- cambraia, piquê e algodão -- reforçaram a sensação de frescor.

A Triton também optou pelo feminino, deixando um pouco de lado o espírito roqueiro de suas meninas. Como num passeio por uma floresta encantada, com grandes tulipas de madeira na passarela, as modelos exibiram vestidos de georgette levinhos com estampas imitando pele de girafa. Uma árvore foi bordada em outro vestido, este de malha na cor café.

Entre os acessórios da Triton, pulseiras largas e grossas, multicoloridas, uma das tendências para o próximo verão. A psicodelia e o tom de protesto que marcaram a terça-feira, tanto nos desfiles de Alexandre Herchcovitch, Cia. Marítima e Mario Queiroz, retornaram na coleção do carioca Carlos Tufvesson.

Vestidos ultravolumosos e muitos vestidos-bata típicos dos anos 1960 foram feitos em tecidos sofisticados como o georgette de seda, o cetim de seda, a organza e o tule bordado.
O desfile terminou apoteótico, ao som de Mutantes, com as modelos invadindo a passarela todas juntas, bem ao estilo das manifestações pacifistas daquela época.

A Zoomp fechou a maratona do dia com uma mistura de sportswear e toques sutis dos anos 1980. Famosa por seus jeans, a marca trouxe calças justas lavadas, com recorte tipo tanga, acompanhadas por tops também de jeans.

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