Rio de Janeiro, 30 de Abril de 2026

SP registra caso de febre maculosa em Mococa

Quarta, 30 de Novembro de 2005 às 10:40, por: CdB

A Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Mococa confirmou um caso de febre maculosa na cidade. Este é o primeiro deste ano na região central do Estado de São Paulo.

Com este registro, sobe para 32 o número de casos da doença no estado de São Paulo, com 14 mortes.

O paciente de Mococa é um homem de 30 anos e contraiu a doença durante uma pescaria em um local onde haviam muitas capivaras e cavalos soltos.

Ele passou por tratamento e não corre risco de morrer. A Vigilância informou que os moradores estão sendo alertados sobre os cuidados com a doença.

A última morte provocada pela doença foi confirmada na segunda-feira pelo Instituto Adolfo Lutz.

Um rapaz de 15 anos morreu no último dia 22 de novembro na cidade de Queluz, no Vale do Paraíba, a 220 km de capital. Foi também o primeiro caso da doença na região.

Ele havia sido picado por um carrapato em um campo de futebol, no bairro da Grota.

Em 2004, o estado registrou 34 casos. Neste ano, as 14 mortes ocorreram em Piracicaba (5), São Paulo (2), Itu (1), Vinhedo (1), Jaguariúna (1), Campinas (1), Santo André (2) e agora em Queluz.

Na capital, foram confirmadas neste ano duas mortes por maculosa. Um outro caso suspeito da doença, da dona-de-casa Edna Monteiro da Silva, de 42 anos, depende de resultados do Adolfo Lutz para confirmação.

Edna sobreviveu, mas sua filha Luana, de 12, morreu em 6 de novembro, vítima da doença, dez dias depois de ser picada por um carrapato perto de sua casa, no Jabaquara, zona sul.

O carrapato é o transmissor da doença, quando infectado pela bactéria Rickettisia rickettsii. A febre maculosa costuma se manifestar, em média, sete dias depois da picada.

Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de recuperação, pois já existem antibióticos capazes de eliminar a bactéria causadora.

Tags:
Edições digital e impressa