A Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Mococa confirmou um caso de febre maculosa na cidade. Este é o primeiro deste ano na região central do Estado de São Paulo.
Com este registro, sobe para 32 o número de casos da doença no estado de São Paulo, com 14 mortes.
O paciente de Mococa é um homem de 30 anos e contraiu a doença durante uma pescaria em um local onde haviam muitas capivaras e cavalos soltos.
Ele passou por tratamento e não corre risco de morrer. A Vigilância informou que os moradores estão sendo alertados sobre os cuidados com a doença.
A última morte provocada pela doença foi confirmada na segunda-feira pelo Instituto Adolfo Lutz.
Um rapaz de 15 anos morreu no último dia 22 de novembro na cidade de Queluz, no Vale do Paraíba, a 220 km de capital. Foi também o primeiro caso da doença na região.
Ele havia sido picado por um carrapato em um campo de futebol, no bairro da Grota.
Em 2004, o estado registrou 34 casos. Neste ano, as 14 mortes ocorreram em Piracicaba (5), São Paulo (2), Itu (1), Vinhedo (1), Jaguariúna (1), Campinas (1), Santo André (2) e agora em Queluz.
Na capital, foram confirmadas neste ano duas mortes por maculosa. Um outro caso suspeito da doença, da dona-de-casa Edna Monteiro da Silva, de 42 anos, depende de resultados do Adolfo Lutz para confirmação.
Edna sobreviveu, mas sua filha Luana, de 12, morreu em 6 de novembro, vítima da doença, dez dias depois de ser picada por um carrapato perto de sua casa, no Jabaquara, zona sul.
O carrapato é o transmissor da doença, quando infectado pela bactéria Rickettisia rickettsii. A febre maculosa costuma se manifestar, em média, sete dias depois da picada.
Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de recuperação, pois já existem antibióticos capazes de eliminar a bactéria causadora.