Novos ataques aterrorizaram o Estado de São Paulo na madrugada desta quinta-feira. Prédios públicos, postos policiais, ônibus e agências bancárias foram alvo de novas investidas do crime organizado, em um total de 48 atentados, segundo fontes da polícia. Uma pessoa foi morta, elevando para sete o saldo de assassinatos nos últimos dois dias.
A capital foi alvo de uma série de ataques em diversas regiões. Um ônibus foi incendiado na Vila Madalena, bairro da zona oeste onde se concentram bares e restaurantes. O fogo foi controlado e ninguém ficou gravemente ferido.
Duas granadas foram lançadas durante a madrugada em pontos distintos da cidade, mas os artefatos não explodiram. A primeira foi lançada contra uma viatura da Polícia Militar na zona oeste. O segundo alvo foi um posto de combustível, na região de São Mateus, na zona leste.
Ônibus também voltaram a ser alvo de ataques. Levantamento feito pela São Paulo Transporte (SPTrans), mostrou que entre as 18ho de quarta-feira e a manhã desta quinta-feira, foram 29 ataques a coletivos na capital.
Por conta disso, quase todas as empresas de transporte público da capital mantiveram seus ônibus nas garagens durante a madrugada e início desta manhã. Apenas duas companhias operavam suas frotas normalmente, segundo informou a SPTrans, prejudicando o transporte da população.
Para tentar aliviar a situação, a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) suspendeu o rodízio na cidade nesta quinta-feira.
A estação de metrô do Capão Redondo foi metralhada. Na zona leste, três agências do banco Bradesco foram atacadas. Duas delas foram alvo de rajadas de tiros e a outra teve os vidros estilhaçados por um coquetel molotov.
Outras duas agências do Bradesco foram alvos de coquetéis molotov: uma em São Sebastião, no litoral do Estado, e outra em Piracicaba. Duas agências bancárias também foram atacadas em Sorocaba, no interior do Estado.
Cenário é o mesmo no interior
A situação no interior do Estado não foi diferente da capital. Na cidade de Campinas, um agente prisional que fazia a escolta de presos em regime semi-aberto foi atacado durante uma emboscada. Na troca de tiros, o agente acabou sendo baleado e morto. Essa foi a sétima morte relacionada aos ataques dos últimos dois dias, segundo informações da polícia.
Em Jundiaí, criminosos atiraram contra a fachada do 3o. Distrito Policial da cidade, mas ninguém se feriu. Em Piracicaba, o prédio do 5º Distrito Policial foi metralhado, mas não havia ninguém de plantão no momento.
Na cidade de São Carlos, um coquetel molotov foi atirado em uma viatura que estava em uma oficina mecânica, destruíndo o veículo.
A Câmara Municipal de Juquitiba foi parcialmente destruída após a explosão de uma bomba caseira, jogada por desconhecidos por volta das 23 horas da quarta-feira. Em São Vicente, no litoral sul do Estado, um coletivo foi incendiado. Duas mulheres e uma criança acabaram se ferindo, segundo informou a Polícia Militar.
Dez ônibus foram incendiados na região de Mogi das Cruzes. Três veículos foram atacados na própria cidade, outros quatro no município de Suzano, dois em Ferraz de Vasconcelos e um em Poá. Em Piracicaba, dois ônibus circulares foram incendiados e, na cidade de São Carlos, também no interior do Estado, foram queimados quatro coletivos.
No município de Sumaré, criminosos lançaram uma bomba caseira na garagem de uma companhia de transporte público. O artefato explodiu e danificou alguns dos veículos.
A nova onda de violência, depois dos ataques deflagrados em maio pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), começou na noite de terça-feira.
Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, os ataques podem ter sido deflagrados pela publicação de uma suposta lista de transferência de presos que possivelmente seriam transferidos para o presídio fe