SP: Moradores fazem barricada contra reintegração de posse
Moradores do Jardim Clímax, na Zona Sul da capital paulista, fizeram um protesto e montaram barricadas contra uma reintegração de posse que estava prevista para ocorrer no início da manhã desta quinta-feira. A Polícia Militar (PM) foi ao local para acompanhar a ação, mas, segundo a corporação, a reintegração foi suspensa. A assessoria de imprensa da PM, porém, não soube informar a razão do cancelamento.
A Polícia Militar (PM) foi ao local para acompanhar a ação, mas, segundo a corporação, a reintegração foi suspensa
Moradores do Jardim Clímax, na Zona Sul da capital paulista, fizeram um protesto e montaram barricadas contra uma reintegração de posse que estava prevista para ocorrer no início da manhã desta quinta-feira. A Polícia Militar (PM) foi ao local para acompanhar a ação, mas, segundo a corporação, a reintegração foi suspensa. A assessoria de imprensa da PM, porém, não soube informar a razão do cancelamento.
De acordo com a PM, moram na área aproximadamente 40 pessoas. Esses moradores chegaram a bloquear a Rua Estevam Pedroso, próximo à ocupação, com as barricadas. Segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), 13 linhas de ônibus que utilizam a via no itinerário foram prejudicadas.
Na noite desta quarta, os manifestantes incendiaram um ônibus próximo à área onde estava prevista a reintegração de posse. A PM não confirma se há relação entre essa ocorrência e o despejo dos moradores.
Sem-teto
O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram nesta quarta-feira um ato contra ações do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que pretende investigar o movimento. A manifestação, no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), reuniu cerca de 8 mil pessoas segundo os organizadores, 4 mil de acordo com a Polícia Militar (PM).
- Este ato está ocorrendo hoje porque no último mês o MTST tem recebido ataque brutal de setores da mídia, que têm buscado criminalizar o movimento, mas também do MP-SP, que entrou com três ações contra o MTST, alegando que o movimento fura a fila da política habitacional - disse o coordenador do movimento, Guilherme Boulos.
No final de julho, em ação civil pública, o promotor Maurício Ribeiro Lopes, da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital, disse que o movimento é "oportunista" e tem sido privilegiado pela prefeitura na fila habitacional da cidade.
- Cada um que conhece a política de habitação deste país sabe que, de fato, existem privilegiados, mas esses privilegiados, infelizmente, não são os movimentos populares. Os privilegiados são as grandes empreiteiras, que levaram mais de 98% dos recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida - ressaltou Boulos.
Após o ato, o MTST seguiria em marcha até a sede do MP-SP, no centro da cidade. Os manifestantes pretendiam entregar uma série de denúncias para serem apreciadas pelos promotores. “Não temos problema que investiguem o MTST, porque quem não deve não teme. Mas nós queremos que esse mesmo MP tenha coragem de entrar com ações contra a especulação imobiliária, construtoras, e nós estamos levando seis denúncias para serem protocoladas”, disse Boulos.
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