Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2026

SP: manifestantes ocupam secretaria em protesto contra ação na Cracolândia

Cerca de 60 manifestantes ocuparam a Secretaria Municipal de Direitos Humanos na capital paulista desde as 17h do dia anterior. Eles protestam contra as ações

Quinta, 25 de Maio de 2017 às 08:19, por: CdB

O grupo garantiu que vai permanecer no local até conseguir uma reunião com o secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Filipe Sabará

Por Redação, com ABr - de São Paulo:

Cerca de 60 manifestantes ocuparam a Secretaria Municipal de Direitos Humanos na capital paulista desde as 17h do dia anterior. Eles protestam contra as ações feitas pela prefeitura para remoção da população de rua e dependentes de drogas na região da Cracolândia.

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Cerca de 60 manifestantes ocuparam a Secretaria Municipal de Direitos Humanos na capital paulista

Na noite passada, a secretaria de Diretos Humanos, Patrícia Bezerra, renunciou ao cargo por discordância a essa política. Segundo a prefeitura, o secretário de Relações Institucionais, Milton Flávio, assumiu interinamente o cargo.

Os manifestantes estiveram concentrados, na manhã desta quinta-feira, no auditório do prédio, sem prejudicar as atividades da secretaria. A ocupação ocorreu na quarta logo após reunião do comitê da zeladoria urbana na secretaria. O grupo garantiu que vai permanecer no local até conseguir uma reunião com o secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Filipe Sabará. A prefeitura informou que esta reunião está prevista para ocorrer, mas não forneceu detalhes.

Roberta Costa, integrante da organização comunitária A Craco Resiste, classificou como absurda a repressão contra as pessoas em situação de rua na Cracolândia, que foram expulsas do local em uma grande operação policial no último domingo. “O absurdo não está só na violência e sim na especulação imobiliária”, disse.

Usuários de drogas

Para Roberta, a prefeitura tem adotado uma política higienista no atendimento aos usuários de drogas. A internação compulsória massiva é outro tema criticado pelos movimentos sociais. “As entidades privadas são quem fazem a internação. É muito complicado. Existem estudos que mostram que [a internação] é menos eficiente do que a cura espontânea”, declarou.

Em nota, a prefeitura informou que está focada na expansão do trabalho de acolhimento das pessoas que estavam na região da Cracolândia. “Até a noite desta quarta-feira foram cerca de 2 mil acolhimentos e o trabalho constante de convencimento continua, com o objetivo sempre de oferecer dignidade e tratamento a estas pessoas”.

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