Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

SP: Grupos da periferia se unem em defesa da presidenta Dilma

Sábado, 22 de Junho de 2013 às 12:15, por: CdB
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A intolerância aos partidos, nas manifestações desta quinta-feira, alertou aos grupos democráticos sobre o risco do fascismo voltar às ruas do país
Cerca de 60 pessoas representando diversos coletivos e movimentos sociais que atuam em bairros periféricos da Zona Sul de São Paulo reuniram-se, noite passada, na sede da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), no Jardim Guarujá, para articular estratégias de combate a ideais classificados como fascistas. Os participantes discutiram sobre a presença de grupos com símbolos associados ao nazismo e ao fascismo no ato da última quinta-feira, quando milhares de pessoas se reuniram na Avenida Paulista pedindo, entre outras pautas associadas ao conservadorismo, o fim dos partidos e dos governos. Para a frente periférica, isso, associado a palavras de ordem como “Fora Dilma”,  sinalizou a intenção desses grupos de usar formas não democráticas para atingir seus objetivos. No ato, bandeiras de legendas políticas e da Uneafro foram queimadas e militantes ficaram feridos. A avaliação preliminar do grupo em formação é que é preciso haver apoio mútuo entre movimentos sociais e partidos de esquerda, ainda que haja diversas críticas a eles, especialmente ao PT e ao governo Dilma. – Não é hora de a Dilma sair. Nós vamos responder nas urnas – afirmou Débora Silva Maria, coordenadora das Mães de Maio. Para a frente periférica, é preciso reafirmar os preceitos da esquerda e formular uma pauta de reivindicações unificada e objetiva que contemple as demandas das regiões mais pobres da cidade, além de não permitir que grupos de direita usem a população como massa de manobra. Diversos bairros na cidade e em municípios da região metropolitana também têm sido tomados por manifestações. Jovens já pararam avenidas importantes da zona sul, entre elas, a Belmira Marin, que liga o Grajaú à Cidade Dutra, e a Estrada de Itapecerica, no Capão Redondo. Há mais de uma década, o movimento Hip Hop e os saraus têm reunido forças de esquerda em bairros afastados das regiões centrais da capital paulista. Agora, acredita Sérgio Vaz, poeta e coordenador da Cooperifa, é hora de colocar em prática todo o acúmulo desses movimentos. – Não é uma luta qualquer. É luta de classes. A gente fala tanta coisa, escreve tanta coisa. Tanta gente cita o Che Guevara, agora o Mariguella. Chegou o dia – avaliou. Vaz acredita que o fortalecimento do conservadorismo afeta diretamente a periferia. – Normalmente sobra para a gente. Mas as balas aqui não vão ser de borracha – afirmou.
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