Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

(SP) Convite: Entre aldeia e a cidade: Estado, Território e Identidade...

Quarta, 20 de Julho de 2011 às 05:21, por: CdB

Por Tribunal Popular 20/07/2011 às 11:05

... na visão dos Povos Indígenas.

O Conselho Regional de Psicologia ? (GT Psicologia e Povos Indígenas) e o Tribunal Popular da Terra convidam para o Evento: Tribunal Popular da Terra -
Entre aldeia e a cidade: Estado, Território e Identidade na visão dos Povos Indígenas. a ser realizado no dia 29 de julho na sede do CRP-SP, na Rua Arruda Alvim, 89, próximo estação metro Clínicas.


Tribunal Popular da Terra - Entre aldeia e a cidade

Programação:

Manhã: 9:00 - 12:30 - Debate sobre conjuntura nacional da questão indígena e violência do Estado.

debatedores:

Ládio Veron ? liderança Guarani Kaiowá.

Babau Tupinambá- Cacique do Povo Tupinambá da Serra do Padeiro, Estado da Bahia.

Bruno Simões ? psicólogo, pesquisador da temática indígena, membro do GT Psicologia e Povos Indígenas do CRP-SP.

A confirmar

Lucia Helena Rangel ? antropóloga, professora da PUC-SP e Coordenadora do Relatório anual de violência contra Povos Indígenas do Brasil realizado pelo CIMI.


Tarde: 13:30 -17:00 ? Debate sobre indígenas urbanos, identidade e território.

debatedores:

Dora Pankararu: liderança Pankararu, pedagoga, funcionária da Casai, membro do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (SP)

Valdelice Veron : liderança guarani Kaiowá, educadora e socióloga.

Benedito Prezia: educador, linguista, escreveu diversos livros didáticos sobre os povos indígenas. É assessor do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e coordenador da Pastoral indigenista da Arquidiocese de São Paulo.

Sassa Tupinambá: Membro do MIR - Movimento Revolucionário Indígena e do Tribunal Popular.

Entidades organizadoras:

Conselho Regional de Psicologia ? GT Psicologia e Povos Indígenas

O CRP-SP é a entidade responsável por orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão do psicólogo no Estado de São Paulo. Uma das instâncias de trabalho e funcionamento do CRP-SP são os Grupos de Trabalho. O GT Psicologia e Povos Indígenas do CRP-SP funciona desde 2005 e nasce das discussões realizadas a partir do Seminário Nacional Subjetividade e Povos Indígenas realizado em parceria com o Conselho Indigenista Missionário em Brasília.

Ao considerar os desafios da realidade brasileira, o Sistema Conselhos de Psicologia tem apoiado iniciativas que buscam se aproximar das demandas apresentadas pela sociedade e que são, muitas vezes, negligenciadas. É nesse contexto que emerge a aproximação da Psicologia aos Povos Indígenas. Marcados por uma raiz histórica de constante resistência à dominação, os povos indígenas se constituiram no processo sócio-histórico brasileiro ocupando um lugar de subalternidade e constante aviltamento de seus direitos. Essa realidade forjou traços de ordem psicossocial identificados pelas comunidades, que comprometem a qualidade de vida e saúde mental desses indivíduos. Nessa medida, a psicologia e os psicólogos são convocados a encontrar seu lugar nesse campo.

O Tribunal Popular

O Tribunal Popular é uma articulação de entidades e movimentos sociais que vêm, desde 2008, unindo esforços para publicizar as violações dos direitos humanos promovidos pelo Estado e buscar reparação às vítimas. Partindo da compreensão comum de que o Estado brasileiro tem suas instituições e poderes organizados de forma a perpetrar uma cultura de violência contra os mais diversos setores da população, os organizadores decidiram realizar um tribunal simbólico. Ou seja, julgado por aqueles que lutam por seus direitos, o Estado brasileiro foi para o banco dos réus. A primeira sessão de instrução e julgamento do Tribunal Popular ocorreu nos dias 4, 5 e 6 de dezembro de 2008 no auditório da faculdade de Direito do Largo São Francisco e teve como sessões temáticas a violência estatal contra populações urbanas pobres, contra juventude, contra movimentos sociais e contra população carcerária. No julgamento final o Estado foi declarado culpado.

Ao longo desses dois anos, o Tribunal Popular vem se consolidando como importante espaço de articulação dos diversos grupos que lutam contra a perversa lógica de criminalização da pobreza e das diferentes formas de organização popular. Para o ano de 2011 estamos organizando o Tribunal Popular da Terra, para discutir a situação das populações no campo e na cidade, na perspectiva de discutir terra e territorialidade e a violência do Estado. Tendo como grande emblema o conjunto de obras do PAC, a política desenvolvimentista do Estado tem provocado enorme opressão e deslocamento dos diversos grupos que tem sua vida baseada no campo (indígenas, quilombolas, caiçaras, ribeirinhos, lutadores pela Reforma Agrária) e ainda, pescadores. É nesse sentido que o Tribunal Popular convoca a todos e todas a se posicionarem sobre essas ações, se somando ao nosso tribunal.

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