Por Comboio 21/07/2011 às 13:38
Em uma iniciativa da Comboio, apoiada pelo Instituto Brasis e pelos movimentos FLM (Frente de Luta pela Moradia), MSTC (Movimento sem Teto do Centro), MRSTRU (Movimento sem Teto de Reforma Urbana), agora podemos ver filmes e trocar experiências juntos.
Você é nosso convidado!
www.comboio.org
Cartaz
Quem somos:
Formada em outubro de 2010, a Comboio é uma associação de agentes culturais comprometidos com questões políticas, sociais e estéticas. Buscamos provocar, promover e fomentar atividades nas áreas da arte, cultura, educação e saúde, através de pesquisas e intervenções no espaço urbano. Assim, pensamos em ambientes onde diferentes gerações e classes sociais convivam de maneira mais horizontal, inspirando a autonomia e a valorização do ser humano.
O cineclube comboio:
Serão realizadas semanalmente sessões de cinema gratuitas de longas e curta-metragens em diferentes lugares da cidade, visando a relevância cultural, estética e sóciopolítica dos filmes.
As exibições serão alternadas em duas das ocupações do Centro de São Paulo: o antigo Hotel Columbia Palace, na Av. São João 588; e a maior ocupação vertical da América Latina, o edifício número 911 da Av. Prestes Maia. Essas sessões serão abertas para a população em geral e seguidas por conversas com os presentes.
Durante muito tempo esses edifícios estiveram abandonados e hoje são mantidos pelas famílias que os ocuparam e revitalizaram.
Por que no centro da cidade:
Nos últimos anos, acompanhamos um intenso processo de elitização que busca valorizar o centro da cidade. A retirada de moradores de baixa renda, a caçada aos trabalhadores informais que tiram seu sustento da grande movimentação de pessoas no centro da cidade, a especulação imobiliária proveniente do abandono de imóveis e investimentos em um "embelezamento urbano" estéril são os grandes sintomas desse processo de ?apartheid social? de um espaço público vital, como o centro da cidade, a isso que chamamos de gentrificação e a isso que nos opomos.
Por que em ocupações:
O centro de São Paulo é um local de alto trânsito de pessoas dos mais variados lugares que não tem porque sustentar tantos edifícios abandonados, enquanto as pessoas mais pobres tem que se locomover de bairros super distantes, através de um sistema de transporte público caótico que cobra valores exorbitantes. Nesse contexto surgem as ocupações. Uma ocupação urbana é o resultado da ação de um coletivo de sujeitos ativos que se reúnem para habitar ou utilizar um lugar abandonado e sem função social da propriedade, propondo então uma estrutura experimental de organização social no sentido de atender aos direitos básicos como moradia e acesso aos empregos, hospitais, espaços públicos e etc.
O que temos feito:
Desde outubro desenvolvemos atividades em duas ocupações do centro de São Paulo. Considerada a maior ocupação vertical da América Latina, o edifício número 911 da Av. Prestes Maia, era uma indústria têxtil nos anos quarenta. Hoje, com uma dívida de mais de seis milhões de reais não executada pela prefeitura, o edifício serve de casa para aproximadamente 1300 pessoas.
O antigo Hotel Columbia Palace, na Av. São João 588 passou vinte anos abandonado, antes de ser ocupado em 3 de outubro de 2010. Hoje, serve de casa para 80 famílias. Lá, a Comboio desenvolve oficinas de Teatro, Acompanhamento Escolar, Desenho, Pintura e Inglês. Além disso, no espaço comum do prédio já foram realizadas algumas sessões do cineclube, festas, exposições e saraus, bem como a inauguração e manutenção de uma biblioludoteca.
Entre as nossas parcerias estão a FLM - Frente de Luta por Moradia ? movimento que organiza as famílias sem teto, o Instituto Brasis e o Teatro Oficina-Movimento Bixigão. E juntos, buscamos criar um alicerce para que a vida dentro dos grandes centros urbanos ?e em qualquer lugar ? seja baseado na horizontalidade, no bem coletivo e na construção de um mundo solidário.
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