Velas colocadas em frente à prefeitura de São Paulo na noite desta sexta-feira lembram as 493 pessoas que morreram no estado entre os dias 12 e 20 de maio de 2006. O ato pede o fim da impunidade e a investigação das mortes, já que muitas ainda não foram esclarecidas.
As famílias dos mortos não compareceram ao evento porque, segundo Ariel de Castro Alves, integrante do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Estado (COMDEP), temem represálias. A única que esteve no local foi Francilene Gomes Fernandes, de 27 anos, cujo irmão, Paulo Alexandre Gomes, 23 anos, desapareceu no dia 16 de maio.
O protesto conta com o apoio do COMDEP.
- A principal reivindicação é a questão da impunidade. Infelizmente, até agora, não tem ocorrido o mínimo esforço pra que esses casos sejam elucidados -, diz Ariel de Castro Alves.
O ato foi organizado pela Comunidade Cidadã, uma organização que reúne moradores da periferia da Zona Sul. Cerca de 100 jovens vieram de bairros afastados como Grajaú, Jardim Ângela e Cidade Ademar para acender as velas, grudadas no meio de cada um dos pares de sapato.
SP: ato relembra a morte de 493 pessoas em maio de 2006
Sexta, 18 de Maio de 2007 às 17:01, por: CdB