Por anarcopunk.org 21/05/2011 às 00:06
Entidades como o coletivo Diversidade, o Movimento AnarcoPunk e o Comitê contra o extermínio da população negra aguardam a conclusão do julgamento em frente ao Fórum de Mogi. Diversas faixas denunciando as praticas e ações desse grupo estão dispostas buscando sensibilizar a população de que praticas intolerantes devem ser evitadas.
Grupos anti-fascistas estiveram presentes esta manha no fórum de Mogi das cruzes denunciando as ações de grupos intolerantes. O ato esta sendo realizado em solidariedade às família de Cleiton e a Flavio, alem de todas as vitimas da intolerância.
Por volta das 13 horas teve inicio o julgamento de Juliano Aparecido de Freitas, o Dumbao, membro da facção intolerante de skinheads denominada: `Carecas do ABC`, que em dezembro de 2003 obrigaram Cleiton e Flavio a pularem de um trem em movimento, o que resultou na morte de Cleiton e a amputação do braço direito de Flavio.
Apesar de testemunhas comprovarem que o grupo de skinheads ameaçavam matar os dois jovens caso eles não saltassem do trem, a ansiedade pela conclusão do julgamento deve-se ao fato de os três responsáveis pelo crime ainda estarem soltos, respondendo o processo em liberdade. Mesmo após o assassinato de Cleiton, diversas facções skinheads continuam agredindo e matando pessoas, como os recentes casos dos ataques a homossexuais, negros e moradores de rua no centro de São Paulo.
Entidades como o coletivo Diversidade, o Movimento AnarcoPunk e o Comitê contra o extermínio da população negra aguardam a conclusão do julgamento em frente ao Fórum de Mogi. Diversas faixas denunciando as praticas e ações desse grupo estão dispostas buscando sensibilizar a população de que praticas intolerantes devem ser evitadas.
Essa mesma facção de skinheads, os carecas do ABC são responsáveis por diversas agressões intolerantes, como o assassinato do adestrador de cães Edson Neris, morto em fevereiro de 2000, na praça da republica por estar de mãos dadas com seu namorado. Pelo assassinato de Edson, 18 skinheads da facção foram presos, sendo apenas dois condenados, ambos já em liberdade.
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