Sou Charlie hoje, como era Pasquim nos anos Médici, quando boçais sinistros de outro tipo prendiam e intimidavam os membros da equipe.
Sobrevivente consequente dos anos de chumbo nenhum, e nenhum verdadeiro homem de esquerda, têm o direito de negarem a monstruosidade do atentado contra a liberdade que acaba de ser cometido na França.
[Até porque a identificação com atrocidades presentes e vindouras comprometeria terrivelmente nossa credibilidade quando fôssemos travar lutas justas e necessárias, no sentido de darmos um fim ao pesadelo capitalista e prepararmos o advento de um estágio superior de civilização.]
Muito menos de negarem a covardia e vilania extremas dos carrascos de 7 de janeiro, pois combatentes de verdade travam sua guerra contra outros combatentes, não contra civis totalmente indefesos como o octogenário Wolinski.
Celso Lungaretti, jornalista e escritor, foi resistente à ditadura militar ainda secundarista e participou da Vanguarda Popular Revolucionária. Preso e processado, escreveu o livro Naufrago da Utopia. Tem um ativo blog com esse mesmo título.
Direto da Redação é um fórum de debates editado pelo jornalista Rui Martins.
Sou Charlie hoje, como era Pasquim nos anos Médici
Por Celso Lungaretti - Sacrilégio é tirar vidas, não satirizar profetas. Não se relativiza a barbárie. Nada justifica a persistência da barbárie em pleno século 21. Fins e meios estão em permanente interação dialética, modificando-se e impregnando-se mutuamente, de forma que agrupamentos coniventes com assassinatos bestiais de não-combatentes como meio projetam, como fim, sociedades nas quais os assassinatos bestiais de civis serão consentidos.
Domingo, 11 de Janeiro de 2015 às 10:07, por: CdB
Sou Charlie hoje, como era Pasquim nos anos Médici, quando boçais sinistros de outro tipo prendiam e intimidavam os membros da equipe.
Sobrevivente consequente dos anos de chumbo nenhum, e nenhum verdadeiro homem de esquerda, têm o direito de negarem a monstruosidade do atentado contra a liberdade que acaba de ser cometido na França.
[Até porque a identificação com atrocidades presentes e vindouras comprometeria terrivelmente nossa credibilidade quando fôssemos travar lutas justas e necessárias, no sentido de darmos um fim ao pesadelo capitalista e prepararmos o advento de um estágio superior de civilização.]
Muito menos de negarem a covardia e vilania extremas dos carrascos de 7 de janeiro, pois combatentes de verdade travam sua guerra contra outros combatentes, não contra civis totalmente indefesos como o octogenário Wolinski.
Celso Lungaretti, jornalista e escritor, foi resistente à ditadura militar ainda secundarista e participou da Vanguarda Popular Revolucionária. Preso e processado, escreveu o livro Naufrago da Utopia. Tem um ativo blog com esse mesmo título.
Direto da Redação é um fórum de debates editado pelo jornalista Rui Martins.