O Centro de Atenção à Mulher Vítima de Violência (CEAMVV) que funciona no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, também conhecido como SOS Mulher, completa nesta quarta-feira, Dia Internacional da Mulher, sete anos de existência. Neste período, 5.478 mulheres foram atendidas e 53.391 procedimentos realizados.
Criado em 1999, o centro tem como objetivo prestar auxílio especializado às mulheres que sofrem com a violência. Na época, dados apontavam os crescentes índices de violência contra a mulher como um dos principais problemas relacionados à qualidade de vida e saúde delas. A abertura do SOS Mulher possibilitou orientação, reflexão e tratamento às mulheres vítimas de violência doméstica, com caráter de emergência, preventivo e curativo. Elas recebem atendimento em grupo ou individual.
A prevalência é de agressões domésticas pelo parceiro íntimo (60% dos casos), em mulheres na faixa de 20 a 29 anos, sem atividade remunerada, com baixa escolaridade, sendo a maior parte das agressões de grau leve/moderado atingindo principalmente face. Quanto aos agressores, eles se situam na faixa etária de 19 a 39 anos, trabalham, têm baixa renda e escolaridade. A maioria estava alcoolizada no momento da agressão, sendo conhecidos das vítimas. A intimidação se deu principalmente pela força física, de acordo com os dados do SOS Mulher.
As mulheres atendidas pelo serviço têm a sua disposição assistência médica, psicológica, social e de enfermagem, de natureza continuada. O SOS Mulher possui, desde 2002, um Núcleo de Atendimento à Vítima de Violência, o Navis, que funciona no Instituto Médico-Legal, com duas psicólogas e quatro auxiliares de enfermagem. Elas atendem a demanda de vítimas de violência sexual e doméstica, escutando e acompanhando as vítimas na realização de exames, se elas assim desejarem. De agosto de 2002 até janeiro deste ano o Navis realizou 2.406 atendimentos.
O serviço também firmou parceria com o Fórum de Santa Cruz. Através deste convênio os agressores são obrigados a passar pela equipe do SOS Mulher participando de palestras e discutindo a violência.