Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Soros: Centro de poder são os emergentes

Megainvestidor húngaro, com escritórios nas principais capitais do mundo, o norte-americano naturalizado George Soros afirmou, na quarta-feira, não acreditar que a crise em curso na economia dos EUA provocará uma recessão global e que o centro de poder e influência sobre o cenário econômico mundial poderá ser transferido dos Estados Unidos para o mundo em desenvolvimento. Soros disse, ainda, que será “muito difícil” evitar uma recessão nos Estados Unidos. Bilionário norte-americano apóia decisão de corte dos juros nos EUA

Quarta, 23 de Janeiro de 2008 às 09:17, por: CdB

Megainvestidor húngaro, com escritórios nas principais capitais do mundo, o norte-americano naturalizado George Soros afirmou, na quarta-feira, não acreditar que a crise em curso na economia dos EUA provocará uma recessão global e que o centro de poder e influência sobre o cenário econômico mundial poderá ser transferido dos Estados Unidos para o mundo em desenvolvimento. Soros disse, ainda, que será “muito difícil” evitar uma recessão nos Estados Unidos.

- Não acredito que haverá uma recessão mundial. O que poderá ocorrer é uma transferência significativa do centro de poder e influência em direção ao mundo emergente e à China, em particular - disse o bilionário norte-americano.

Soros também afirmou que apóia a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de cortar a taxa de juros para 3,5%, uma redução de 0,75 ponto percentual, reaquecendo os mercados nesta terça-feira.

- É preciso resgatar os mercados. Do contrário, teremos uma depressão, como aconteceu nos anos 30 -, disse, ao invés da atual recessão.

Na avaliação do investidor, a situação da economia atual mostra que os Estados Unidos não poderão continuar consumindo mais do que produzem.

- A expansão do crédito que permitiu os Estados Unidos a consumirem bem mais do que produzem foi capaz de engolir as reservas de todo o mundo. Este é um processo que está chegando ao fim - predisse.

Soros ainda defendeu uma maior regulamentação do mercado.

- Desde 1980, em vez de impor regulamentações ou restrições, os governos têm confiado demais nos mercados. Em outras situações, eles já tiveram de intervir para resgatá-los, então têm de estar cientes de que os mercados não podem funcionar sempre sob suas próprias regras - disse.

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