Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Sony Ericsson precisa de força da Sony na guerra do Android

A Sony precisa afirmar seu controle sobre a Sony Ericsson caso deseje que a joint-venture de celulares recupere mercado e relevância no mundo dos aparelhos móveis, onde a concorrência é mortífera.

Quinta, 26 de Maio de 2011 às 20:47, por: CdB

A Sony precisa afirmar seu controle sobre a Sony Ericsson caso deseje que a joint-venture de celulares recupere mercado e relevância no mundo dos aparelhos móveis, onde a concorrência é mortífera. No ano passado, a joint-venture criada 10 anos atrás adotou a ambiciosa meta de capturar o mercado para a plataforma Google Android, o software mais popular do mundo para celulares inteligentes, a fim de conquistar retorno favorável em um mercado lucrativo e de rápido crescimento. Mas para atingir essa meta, a Sony Ericsson precisa de um proprietário dinâmico, com fortes recursos de investimento e ativos multimídia. A marca está perdendo prestígio em comparação com a Apple, cujos iPhones e iPads conquistaram a admiração dos compradores. Se a Sony assumir controle pleno da joint-venture com a sueca Ericsson poderá reforçar sua linha mais ampla de produtos, que incluem conteúdo, aparelhos de videogame, bens de consumo eletrônicos e até mesmo computadores tablet, mas ainda não oferece celulares inteligentes com a marca da empresa. - A Sony não pareceu inclinada a esse tipo de ação até o momento, mas agora essa questão da linha completa está atraindo muita atenção, e a Sony pode estar considerando a Apple como exemplo e imaginando que precisa apresentar oferta semelhante - disse Carolina Milanesi, analista do Gartner Group. A joint-venture igualitária entre Sony e Ericsson, formada em 2001, prosperou inicialmente com os celulares musicais Walkman e os celulares fotográficos Cybershot, ambos os quais aproveitavam outras marcas da Sony. Mas a aliança terminou perdendo para rivais mais enxutas nos modelos mais baratos e sua fatia do mercado total de celulares caiu a apenas 3%, ante 9% em seu período de pico. Agora a Sony Ericsson deposita suas esperanças em mudar o foco para celulares inteligentes, a parte do mercado de telefones móveis que cresce mais rápido, especialmente os aparelhos acionados pelo Android. A companhia vem conseguindo algum progresso e apresentou lucro líquido de 90 milhões de euros (127 milhões de dólares) no ano passado, depois do prejuízo de 836 milhões de euros sofrido em 2009. Para ter novos clientes, a Sony Ericsson precisa acessar o conteúdo popular da Sony. Isso inclui PlayStation, catálogo de músicas que inclui artistas como Justin Timberlake e Bob Dylan, e filmes e programas de TV como "Seinfeld". A companhia deu passos nesta direção e lançou o modelo Xperia Play, que dá acesso a jogos do PlayStation. Mas o aparelho veio tarde e com preço alto e está sendo minado pela própria Sony, que está lançando outros produtos que competem diretamente com ele. A Sony recentemente lançou um computador tablet que executa o sistema Android, bem como um aparelho de jogos portátil com sua própria marca. A empresa também pretende licenciar o PlayStation para outros fabricantes de celulares. - Ter todas as coisas sob um mesmo controle tornaria mais fácil para eles construir uma estratégia de rede - disse Nobuo Kurahashi, analista da Mizuo Investors Securities. Mas não será fácil, com a Sony distraída com outras dores de cabeça. Esta semana, a companhia informou que vai ter um prejuízo líquido para o ano encerrado em março de 3,2 bilhões de dólares por causa dos efeitos do terremoto japonês de março. - Dada a enormidade dos atuais desafios da Sony, uma busca pelo controle da Sony Ericsson parece improvável no curto prazo", disse Geoff Blaber, analista da CCS Insight.

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