Rio de Janeiro, 09 de Maio de 2026

Sony cortará 10 mil empregos e US$1 bilhão em ativos

Quinta, 22 de Setembro de 2005 às 08:11, por: CdB

O conglomerado japonês de eletrônicos e entretenimento Sony anunciou na quinta-feira que vai cortar em cerca de 7% o número de postos de trabalho que mantém no mundo, vender mais de US$ 1 bilhão em ativos e sofrer prejuízo este ano.

Com o plano de restruturação, a Sony espera reverter seu desempenho fraco e alcançar rivais como a Matsushita Electric Industrial e Sharp, nos mercados de TVs planas, e a Apple, no segmento de música digital.

A empresa que inventou a TV Trinitron e o Walkman informou que vai registrar 210 bilhões de ienes (US$ 1,9 bilhão) em encargos de restruturação nos próximos dois anos fiscais, até março de 2007. A empresa vai fechar fábricas e cortar 10 mil empregos.

O analista Koichi Hariya, do Mizuho Securities, disse que há pouca surpresa na estratégia de recuperação da companhia. "Estes são planos moderados", disse Hariya.

- As ações da Sony subiram com o anúncio de hoje e sentimentos de decepção podem surgir. Podemos ter alguns investidores que esperavam medidas drásticas de um novo presidente-executivo que veio do exterior.

A Sony estima que a restruturação produza economias de custos de 200 bilhões de ienes entre o final deste ano fiscal e março de 2008, quando a empresa espera ter uma margem de lucro operacional de 5% e mais de 8 trilhões de ienes em receitas.

Isso seria similar à margem de lucro de 5% da Matsushita para o período de 2006/2007 e alta em relação aos 3,5% do ano passado. A Matsushita, fabricante de produtos com marca Panasonic, recentemente finalizou um plano de restruturação e seus resultados estão melhorando, ajudados por fortes vendas de produtos eletrônicos e TVs de plasma.

- A Sony e seus pares enfrentam uma tremenda pressão do mercado, mas temos um sentimento de urgência e temos um senso de propósito. Podemos e vamos competir vigorosamente - disse o novo presidente-executivo da Sony, Howard Stringer, a jornalistas.

Para ajudar a melhorar eficiência, a Sony aboliu o sistema da companhia que Stringer afirmou que impedia que diferentes unidades de negócios do conglomerado comunicassem e trabalhassem livremente entre si em torno de objetivos comuns. O sistema causou sobreposição de trabalho e fez a empresa perder oportunidades de negócios. 

Tags:
Edições digital e impressa