Por Maria Fernanda Arruda - "Midsummer Night's Dream". Peça teatral de William Shakespeare, uma de suas comédias mais conhecidas e frequentes nos palcos pelo mundo afora. Mas podemos sonhar a qualquer tempo, dia ou noite, no verão, no inverno, no outono e na primavera, quando se supõe que, com o perfume das flores, esses sonhos possam ser mais belos, prenunciando e conformando novos tempos de Justiça.
Dilma,chega mais perto, sente-se aqui conosco e conte-nos seus sonhos
Por Maria Fernanda Arruda - do Rio de Janeiro:
"Midsummer Night's Dream". Peça teatral de William Shakespeare, uma de suas comédias mais conhecidas e frequentes nos palcos pelo mundo afora. Mas podemos sonhar a qualquer tempo, dia ou noite, no verão, no inverno, no outono e na primavera, quando se supõe que, com o perfume das flores, esses sonhos possam ser mais belos, prenunciando e conformando novos tempos de Justiça. Em agosto,a dignidade nacional exige, será reconhecido o direito e dever da Presidenta da República eleita pelo povo cumprir a missão democrática que lhe compete, colocando um ponto final no pesadelo de mais um golpe contra o Estado de Direito. E com o início da Primavera,será possível sonhar com o Brasil que realizará a experiência democrática sem a imposição de qualificativos restritivos. Não mais a "democracia consentida", inaugurada em 1985, e muito menos o regime da falsidade, que tentam impor os fariseus da mendacidade.
Maria Fernanda Arruda Dilma Rousseff há que sustentar a Política de Relações Internacionais que assegure respeito à soberania nacional
A História do Brasil é marcada pelo traço conservador de um continuísmo, que levou da Colônia à Independência; da Monarquia, à República ... sem luta, sem povo nas ruas, sem rompimento com laços de cada passado. Não foi diferente a passagem da Ditadura de duas décadas para a "democracia consentida", outorgada pelas elites e que nem mesmo a obra digna e humana de Lula, retirando milhões de brasileiros da miséria, representou um rompimento. Lula realizou o milagre político de dar dignidade a esses milhões, integrando-os social, econômica e politicamente, sem que se descumprissem os limites impostos pelas elites. Ele apenas teve a sabedoria de faze-los mais elásticos.
Aquilo que se cometeu em 2016, em assalto combinado com traidores (Michel Temer e outros), com um Parlamento grosseiramente corrompido, e com uma Justiça posta a serviço dos interesses dos senhores das finanças e até mesmo de suas finanças pessoais mesquinhas, foi criminoso e não há espaço para negociação de uma anistia facciosa. Crime contra a República, contra a Democracia, contrariando a Constituição. Em 1964, os militares ousaram se afirmar acima das leis e do povo, uma voz saída da boca de seus canhões. Agora, em 2016, pretendem transformar o coro que se repete: o do FORA TEMER, em aclamação, apoio, solidariedade. Pretendem que suas tramoias grotescas estejam previstas na Constituição.
Michel , o interino que ignorou a Lei, comportando-se como efetivo e definitivo, Jose Serra, comportando-se afoito no cumprimento das ordens emanadas na Máfia do Petróleo, Aécio Neves, o raivoso em crise de abstinência, Jucá, o que pretendeu estender ao povo brasileiro as práticas genocidas que adotou contra povos indígenas, esse serão os maiores criminosos; portanto centenas de bandidos precisam ser identificados ,para que se rompa em definitivo com os horrores que se apossaram de Brasília e do mundo oficial, fazendo da Capital do Brasil uma Gomorra incontrolável pelo mundo do crime, eles não caberão nos limites de um mundo que se comprometa com o respeito aos seres humanos que habitam nele e o fazem.
Consultado, o Supremo Tribunal Federal determinou que o processo de julgamento da Presidenta da República se fizesse conforme as letras da Constituição e obedecidas normas simples e claras. Com anuência do mesmo STF, ao menos por omissão, o Congresso realizou a farsa de um julgamento como se fosse ele peça de um regime parlamentarista, votando a desconfiança de um Executivo, apreciado no "conjunto" de sua obra. Professor mestre doutor de Direito Constitucional, caberia a Michel Temer rejeitar as manobras canhestras, apontando-as inconstitucionais e imorais.
Como punir os bandidos? No atacado, não podem existir dificuldades: a maioria deles já está sendo investigada, processada, com várias condenações já prolatadas. O que se precisa: apressar processos e fazer cumprir as sentenças condenatórias. Michel Temer,o interino já é um condenado pela Justiça, vale lembrar. Será o único caminho que, sem derramamento de sangue e sem rompimento da Ordem Jurídica, o Congresso poderá ser expurgado de mais da metade de seus membros.
Ligada ao projeto social de Governo, devem ser trabalhadas as preocupações que não mereceram atenção maior até agora dos governos petistas. Em primeiro lugar, a solução da questão dos povos indígenas.
Dilma Rousseff há que sustentar a Política de Relações Internacionais que assegure respeito à soberania nacional, afastando as pressões que pretendem a submissão à politica externa dos Estados Unidos. Os 8 anos de "sim, senhor patrão, faremos tudo o que o senhor mandar", que foram praticadas pelo Príncipe 'de araque' dos Sociólogos, os que se prepararam, lendo Karl Marx, foram substituídos por novos oito anos de confirmação da soberania do povo, inspirando-se na propostas de Lula e no trabalho de Celso Amorim. Necessitamos que Dilmaprofira o brado: "não à ALCA'. Em caráter de urgência e prioridade, negando concessões à "máfia do petróleo", a primeira e grande responsável pela tentativa de golpe contra o Estado Nacional.
Sonhos estes que não são muitos, mas que são imensos.Queremos a Dilma Presidenta falando ao povo e pelo povo, fazendo-se a voz de muitos milhões de cidadãos. E, se a verdade é uma arma, então: "às armas, cidadãos; ocupem as ruas, as praças e todos os espaço que pertencem ao povo". Vamos sonhar e bradar nossos sonhos, calando a mediocridade interesseira dos vendilhões do templo. Dilma,chega mais perto, sente-se aqui conosco e conte-nos seus sonhos. Contaremos os nossos.
Maria Fernanda Arruda é escritora, midiativista e colunista do Correio do Brasil, sempre às sextas-feiras.
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