Os rebeldes pediam a derrubada da presidente Gloria Arroyo. Em uma declaração publicada na internet, os organizadores da tentativa de golpe disseram que o país enfrenta "uma crise de proporções extremas" e que Gloria Arroyo é uma "falsa presidente".
– Nós hoje retiramos nosso apoio à senhora Gloria Macapagal Arroyo para acabar com sua ocupação ilegal e inconstitucional da Presidência – disse um dos líderes dos soldados rebeldes, general Danilo Lim.
Um toque de recolher de cinco horas foi imposto na capital, Manila, desde a meia-noite desta quinta-feira (hora local, 14h da quarta-feira em Brasília).
O ministro do Interior, Ronaldo Puno, disse que permitiria às autoridades conduzir operações de segurança posteriores ao cerco.
Durante a invasão ao hotel, cerca de 1,5 mil soldados do governo cercaram o prédio antes de invadirem a portaria com a ajuda de um tanque. Os militares dispararam tiros e lançaram bombas de gás lacrimogêneo durante a ação.
O repórter da BBC Michael Barker, que estava no hotel na hora da invasão, disse que a portaria ficou coberta de cacos de vidro, e que as decorações de Natal foram espalhadas pelo chão.
Um dos líderes dos rebeldes, o senador Antonio Trillanes, disse que eles terminariam a ação para salvar as vidas dos civis e jornalistas que ainda estavam no hotel. Ele foi preso junto a cerca de 24 soldados.