Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Soldados iraquianos recusam-se a lutar

O governo do Iraque admite que as forças armadas daquele país conta com um grande contingente de militares que, sistematicamente, recusam-se a enfrentar as forças rebeladas contra a invasão dos EUA. Neste domingo, foram demitidos 1,3 mil policiais e soldados por não lutar no último mês, durante as batalhas lideradas pelas tropas norte-americanas contra milicianos xiitas. A notícia foi divulgada pelo Ministério do Interior. Maioria das demissões ocorreu em Basra, no sul do país

Domingo, 13 de Abril de 2008 às 10:29, por: CdB

O governo do Iraque admite que as forças armadas daquele país conta com um grande contingente de militares que, sistematicamente, recusam-se a lutar contra as forças rebeladas contra a invasão dos EUA ao país. Neste domingo, foram demitidos 1,3 mil policiais e soldados por não lutar no último mês, durante as batalhas lideradas pelas tropas norte-americanas contra milicianos xiitas. A notícia foi divulgada pelo Ministério do Interior.

Segundo o major-general Abdul-Karim Khalaf, cerca de 900 militares foram demitidos na cidade de Basra, onde o primeiro-ministro Nuri al-Maliki lançou um combate severo aos militantes que deram início aos piores confrontos no Iraque desde meados de 2007. O restante foi demitido na província de Wasit, onde os conflitos se espalharam, no sul do país. Tanto as autoridades iraquianas quanto as forças de ocupação reconhecem que mil soldados recusaram-se a lutar na campanha, a maior ofensiva liderada por forças do Iraque com a participação de tropas dos EUA e da Grã-Bretanha.

Explosão por acidente

No Irã, a explosão em uma mesquita no Irã que matou pelo menos 12 pessoas teria sido um acidente e não um ataque, segundo informaram as autoridades, neste domingo. A imprensa do país publicaram a informação de que uma bomba explodiu em uma mesquita cheia na cidade de Shiraz, ao sul do país, na noite de sábado. Cerca de 200 pessoas foram feridas e algumas estavam em estado crítico. A televisão estatal mostrou imagens de destroços e pedaços de tijolos da mesquita e ambulâncias e equipes de bombeiros correndo para o local da explosão.

"A explosão deste sábado à noite em Shiraz foi uma consequência de um acidente, e não a instalação de uma bomba", afirmou a agência de notícias oficial IRNA, citando o vice-ministro do Interior, que cuida da segurança nacional, Abbas Mohtaj. O canal de TV iraniano Press TV complementou a notícia, de que a explosão pode ter sido "causada por explosivos deixados após uma exibição de comemoração" da guerra entre Irã e Iraque, de 1980 a 1988.

Porta-voz do Ministério do Exterior, Mohammad Ali Hosseini, no entanto, disse que a investigação vai continuar e "dessa forma, nenhum pré-julgamento pode ser feito sobre o incidente".

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