Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Soldados filipinos podem deixar o Iraque

Terça, 13 de Julho de 2004 às 02:01, por: CdB

O Exército e a polícia das Filipinas, que no total tem 51 soldados deslocados no Iraque, estão à espera de uma ordem do governo para proceder com a retirada de suas tropas, para assim salvar a vida do refém filipino Angelo de la Cruz.

O fato foi divulgado, na última terça-feira, à imprensa local pelo porta-voz da Polícia, superintendente chefe Joel Goltiao, depois que o vice-ministro filipino de Assuntos Exteriores, Raul Seguis, dissesse ao canal de televisão Al Jazira, do Catar, que as tropas voltarão para casa "tão em breve como for possível".

- A decisão é do governo; nós estamos preparados - afirmou Goltiao em Manila.

O ultimato dado pelo denominado Exército Islâmico do Iraque para assassinar o refém filipino, um caminhoneiro de 46 anos, terminou na madrugada passada sem notícias sobre o paradeiro do cativo.

Por enquanto, a presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, mantém silêncio, depois que no último sábado a ministra de Trabalho, Patricia Santo Tomás, anunciasse erroneamente a libertação do refém.

A confusão é a tônica geral neste delicado caso, já que o governo se diz a favor de retirar a suas forças de segurança em 20 de agosto, quando conclui seu compromisso com a coalizão, mas a pressão popular e o temor que o funcionário filipino possa ser assassinado poderiam fazer mudar sua decisão.

Os seqüestradores de Angelo de la Cruz exigiram ao governo de Manila que retire do Iraque os 50 soldados policiais e militares antes de 20 de julho.

Além das tropas, mais de 3.000 civis filipinos trabalham no Iraque, em sua maioria nas bases militares da coalizão.

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