O Exército e a polícia das Filipinas, que no total tem 51 soldados deslocados no Iraque, estão à espera de uma ordem do governo para proceder com a retirada de suas tropas, para assim salvar a vida do refém filipino Angelo de la Cruz.
O fato foi divulgado, na última terça-feira, à imprensa local pelo porta-voz da Polícia, superintendente chefe Joel Goltiao, depois que o vice-ministro filipino de Assuntos Exteriores, Raul Seguis, dissesse ao canal de televisão Al Jazira, do Catar, que as tropas voltarão para casa "tão em breve como for possível".
- A decisão é do governo; nós estamos preparados - afirmou Goltiao em Manila.
O ultimato dado pelo denominado Exército Islâmico do Iraque para assassinar o refém filipino, um caminhoneiro de 46 anos, terminou na madrugada passada sem notícias sobre o paradeiro do cativo.
Por enquanto, a presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, mantém silêncio, depois que no último sábado a ministra de Trabalho, Patricia Santo Tomás, anunciasse erroneamente a libertação do refém.
A confusão é a tônica geral neste delicado caso, já que o governo se diz a favor de retirar a suas forças de segurança em 20 de agosto, quando conclui seu compromisso com a coalizão, mas a pressão popular e o temor que o funcionário filipino possa ser assassinado poderiam fazer mudar sua decisão.
Os seqüestradores de Angelo de la Cruz exigiram ao governo de Manila que retire do Iraque os 50 soldados policiais e militares antes de 20 de julho.
Além das tropas, mais de 3.000 civis filipinos trabalham no Iraque, em sua maioria nas bases militares da coalizão.
Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026
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