O estudo, realizado por uma equipe de consultores em saúde mental do Exército americano, envolveu entrevistas com mais de 1,7 mil soldados e fuzileiros navais entre agosto e outubro de 2006 e verificou amplos problemas relativos à moral.
Segundo o Pentágono, o levantamento mostrou que menos da metade dos soldados americanos no Iraque pensam que os civis iraquianos devem ser tratados com dignidade e respeito.
Esta foi a primeira pesquisa a questionar as tropas a respeito de suas atitudes em relação a tortura e à população civil do Iraque.
Soldados sofrendo de ansiedade, depressão ou estresse, além daqueles que tiveram algum colega morto ou ferido, estão mais propensos a comportamentos antiéticos, segundo o estudo.
Tempo reduzido
A principal recomendação da pesquisa é a de que o tempo de serviço dos soldados no Iraque deve ser reduzido.
Aqueles que ficam mais de seis meses no Iraque, ou que já serviram no país várias vezes, estão mais suscetíveis a problemas de saúde mental, conforme a pesquisa.
No entanto, milhares de tropas extras estão sendo enviadas ao Iraque como parte de uma ofensiva para tentar conter a insurgência até outubro.
O tempo de serviço dos soldados está sendo ampliado, e as unidades que voltam para casa têm recebido menos tempo para se recuperar antes de serem enviadas de volta ao Iraque.