Um soldado israelense e um militante palestino morreram durante uma incursão do Exército na Cisjordânia nesta segunda-feira, aumentando a tensão que envolve uma já frágil cessar-fogo.
A Autoridade Palestina classificou a ação na aldeia de Sida como uma violação às medidas de construção de confiança adotadas pelo presidente Mahmoud Abbas e pelo primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, contidas na trégua anunciada em 8 de fevereiro.
Foi o primeiro soldado israelense morto por palestinos desde que os militantes concordaram formalmente, em março, com a trégua. Outro soldado ficou ferido, disse uma porta-voz militar.
Sida fica perto de Tulkarm, que foi entregue para o controle de segurança palestino em março, como um gesto de paz.
- A continuidade das incursões israelenses e assassinatos está abalando seriamente e ameaçando o fim da violência - disse à <i>Reuters</i> Saeb Erekat, principal negociador palestino.
Israel afirma que tem o direito de perseguir "bombas-relógio" - militantes que planejam ataques iminentes.
- Sob nenhuma circunstância Israel pode parar seus esforços para proteger seus cidadãos - disse a repórteres o vice-primeiro-ministro, Ehud Olmert.
Moradores identificaram o militante morto como um líder da célula da Jihad Islâmica que realizou o ataque suicida em Tel Aviv em 25 de fevereiro, quando cinco pessoas foram mortas.
Ele escapou recentemente de uma prisão palestina onde estava detido por conexão com o ataque. No campo diplomático, o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, iniciou reuniões com Abbas nesta segunda-feira durante visita à região para tentar ajudar no processo de paz.
A Turquia é um dos poucos países da área que tem boas relações tanto com Israel como com os palestinos.