Um soldado dos Estados Unidos acusado de ter tentado passar informações à rede fundamentalista islâmica Al-Qaeda comparecerá nesta sexta-feira a uma corte marcial, informaram hoje fontes ligadas ao caso.
Ryan Anderson, um soldado de 26 anos que se converteu ao islamismo, foi detido em Fort Lewis (Washington) em fevereiro passado, por suspeita de tentar passar informação de inteligência à rede extremista. O Exército dos Estados Unidos diz que Anderson tentou passar informações ao inimigo sobre as tropas americanas, "como movimentos, equipamentos, táticas e sistema de armas".
Além disso, o soldado tentou informar sobre "métodos e meios de assassinar pessoal militar dos Estados Unidos e destruir sistemas de armas e equipamentos do Exército americano".
Apesar da gravidade das acusações, o Exército decidiu não pedir a pena de morte para o soldado, disse um porta-voz militar. "O caso do soldado Anderson foi enviado a uma corte marcial como uma ação que não envolve a pena capital", disse Steven Lewis, porta-voz de Fort Lewis. "Neste momento, não sei por que o comandante-geral (Edward Soriano) escolheu uma corte marcial sem pena capital", disse.
Anderson era membro da 81ª Brigada da Guarda Nacional e se preparava para ir ao Iraque quando foi detido.