Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Sócio de 'Beira-Mar' é preso em Minas Gerais

Quinta, 27 de Novembro de 2003 às 02:18, por: CdB

O traficante Roni Peixoto, de 33 anos, apontado como sócio do carioca Luiz Fernando da Costa, o 'Fernandinho Beira-Mar', voltou a ser preso na última quarta-feira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de BH, em cumprimento a mandado de prisão temporária concedido pela Justiça. Roni estava condenado a 12 anos de prisão por tráfico de drogas e conseguiu a liberdade condicional em 15 de setembro último, após cumprir um terço da pena.

Informações do Ministério Público (MP) garantem que a nova prisão do traficante foi para corrigir um erro processual na concessão do benefício. O processo teria sido analisado como se ele fosse réu primário. Ontem, o mandado de prisão foi expedido pelo juiz da 3ª Vara de Tóxico, José Eustáquio Lucas Pereira, a pedido do MP.

Após ser preso, Roni foi levado para o Departamento de Investigações (DI) e, ontem mesmo, seria transferido para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

A justificativa dos promotores Cássia Virgínia Gontijo e Leonardo Castelo Branco é que a prisão do traficante foi fundamentada em novas associações dele com o tráfico de drogas. Desde que foi solto, ele teria voltado a comandar o comércio de drogas na Pedreira Prado Lopes.

Além de Roni, também foi preso um outro acusado de tráfico, Elias Graciano. Ao todo, sete criminosos envolvidos em várias facções criminosas já foram identificados, disse a promotora Cássia.

A representante do MP informou que há três meses, tão logo Roni foi solto, o Centro de Apoio Operacional de Combate às Organizações Criminosas recebeu denúncias da atuação de algumas quadrilhas, chegando, durante as investigações, a Roni Peixoto. Sua prisão agora não tem a ver com o processo que o condenou, disse, sem querer dar maiores detalhes da ação, para não atrapalhar a continuidade das apurações.

Roni foi condenado pela primeira vez em 1995, a cinco anos de detenção. Em novembro de 1997, ele e seu irmão Glaisson Peixoto de Souza, usuário de crack, desaparecido desde 1995, foram apontados como membros da organização criminosa carioca Comando Vermelho. Em 1997, Roni voltou a ser condenado pela Justiça de Betim, a sete anos e quatro meses de reclusão.

Desde que foi solto em setembro, o MP vinha tentando devolvê-lo à prisão. O promotor da Vara de Execuções Criminais de Contagem, Carlos Alberto da Silveira Isoldi Filho, chegou a entrar com mandado de segurança no Tribunal de Justiça, com pedido de liminar. Ele justificou que Roni Peixoto 'é reincidente específico no crime de tráfico, razão pela qual não faz jus ao benefício de livramento condicional, conforme estabelece a lei'.
 
 

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