Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Sociedade terá participação ativa nos debates sobre os dez anos de atuação da Comissão de Anistia

Quinta, 09 de Junho de 2011 às 13:55, por: CdB

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A sociedade vai participar ativamente dos debates que serão promovidos para marcar os dez anos de atuação da Comissão de Anistia. O presidente da comissão, o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, disse hoje (9) à Agência Brasil que as discussões serão feitas durante a Semana da Anistia, em agosto, e vão analisar todo o trabalho feito pela comissão até hoje e propor novos desafios.

O secretário disse ainda que a Comissão de Anistia pretende dar continuidade este ano ao processo de reparação aos perseguidos políticos nos termos da lei, “oficializando o pedido de desculpas do Estado pelos erros cometidos contra eles [perseguidos políticos] no passado”.

Uma segunda tarefa é continuar promovendo ações educativas para a juventude em torno da disseminação dos valores democráticos. “O projeto principal tem sido as Caravanas da Anistia”. O terceiro foco de atuação da comissão são as diferentes políticas de memória histórica.

Dentre elas, Abrão destacou o projeto Marcas da Memória e a construção do Memorial da Anistia, em Belo Horizonte, que se encontra em andamento graças à parceria com a prefeitura local, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A expectativa é que o memorial seja inaugurado em dezembro de 2012.

O secretário também falou sobre a Comissão da Verdade, cujo projeto de lei foi enviado pelo governo federal, no ano passado, ao Congresso Nacional. Segundo Abrão, a comissão deverá ter um conselho composto de sete membros da sociedade civil escolhidos pela presidenta Dilma Rousseff e dois anos para fazer uma apuração referente ao período da ditadura militar.

Ele não acredita que haverá obstáculos para o trabalho da Comissão da Verdade, uma vez que o projeto “é fruto de um consenso produzido entre os ministérios da Justiça e da Defesa, a Secretaria de Direitos Humanos e a Casa Civil”. O secretário destacou que não há divergências em relação ao projeto, “pelo menos” dentro do governo.

Paulo Abrão participou hoje (9), no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da abertura do Seminário Internacional Comissão da Verdade e Justiça de Transição – Perspectivas Brasileiras. O evento é uma parceria do Ministério da Justiça com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a Faculdade Nacional de Direito e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

Edição: Aécio Amado

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