A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) divulgou, nesta quarta-feira, a realização de atos políticos em cinco capitais brasileiras para levar ao presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, a plataforma de reivindicações previstas no Projeto Brasil. Apesar do tom crítico dos discursos, as instituições que integram a CMS são aliadas históricas do PT e de Lula. Entre elas estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE), além da Central de Movimentos Populares, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Marcha Mundial de Mulheres e o Grito dos Excluídos. Os atos públicos acontecem em São Paulo, Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE) e Goiânia (GO).
A manifestação reúne líderes políticos como o recém-eleito presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, que no congresso da entidade conseguiu aprovar o apoio da instituição à reeleição de Lula na concentração convocada para a praça Ramos de Azevedo, com saída em passeata até a praça da Sé, onde foi realizado o ato político na capital paulista.
Em Curitiba, o bordão dos manifestantes foi pela anulação do leilão da Vale do Rio Doce, além do lançamento do Projeto Brasil. A atividade aconteceu na Boca Maldita, tradicional centro de manifestações políticas da capital paranaense. Em Florianópolis, as atividades aconteceram na Esquina Democrática, com apresentações culturais, panfletagem e apresentação do Projeto Brasil.
Os cearences reunidos em Fortaleza, realizaram a manifestação na Praça do Ferreira.
Em Goiânia o ato se resumiu a um debate para apresentação do Projeto Brasil à sociedade, no auditório da CUT. Entre as reivindicações previstas no Projeto Brasil estão: mudanças na política econômica, investimentos em infra-estrutura, contra a corrupção, pela ética e transparência na gestão pública e ampla reforma política democrática.