A importância de uma formação que contemple a área de humanidades, e que ao mesmo tempo garanta a formação de um profissional com habilidades para atuar nas diversas mídias, foi um dos temas discutidos na primeira audiência pública sobre a revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de jornalismo no país. O aprofundamento da importância do tripé ensino, pesquisa e extensão e o papel do estágio na formação do jornalista também foram destacados pelos participantes.
Na abertura do encontro, realizado na sexta-feira, o diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação, Paulo Roberto Wollinger, destacou o papel constitucional do órgão em manter atualizadas as diretrizes que norteiam os cursos de graduação.
– Algumas profissões passaram por profundas mudanças nos últimos anos e por isso faz-se necessária a revisão das diretrizes curriculares de diversos cursos”, observou ele. “O que estamos discutindo é o aprimoramento do processo de formação, e o jornalismo está sendo o primeiro deles – afirmou.
A próxima audiência pública está marcada para o dia 24 de abril, em Recife, e terá como público representantes do mercado de trabalho do jornalismo. A terceira edição acontecerá em São Paulo, no dia 18 de maio e receberá as contribuições dos movimentos sociais, organizações não-governamentais e demais setores da sociedade civil.
Até o dia 30 de março, alunos, professores, pesquisadores, profissionais e representantes dos diversos segmentos da sociedade civil também podem participar enviando suas contribuições sobre dois principais temas: o perfil desejável do profissional de jornalismo, e as principais competências a serem adquiridas durante a graduação. O contato para o envio das contribuições é consulta.jornalismo@mec.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.