Marc Dolez, deputado socialista do Norte e um dos principais militantes das forças socialistas francesas, busca a elaboração de um programa comum para reunir as forças de esquerda no país.
- Você reuniria seus amigos no sábado por acreditar em uma nova corrente?
- No Congresso de Mans, nós nos recusamos a participar da assembléia geral. Porque ela não nos permitia uma clareza ideológica e porque não acreditamos nas condições de reagrupamento da esqueda francesa. Não nos foi oferecida uma verdadeira alternativa ao liberalismo. Com Gérard Fiuloche (da Democracia e Socialismo), nós nos aderimos assim a todos estes, dentro e fora do PS, que consideram todas as lições de 21 de abril de 2002, sem pular nenhum capítulo. Nossa ambição é recolocar o PS, novamente, no coração da esquerda.
- Por que não se unir a Arnaud Montebourg ?
- Nós pensamos em manter com Arnaud Montebourg um acordo de parceria. Juntos, vamos assegurar, no começo de fevereiro de 2006, uma grande reunião para todo esses que querem renovar o PS e o ancorar à esquerda.
- O que que fez seu antigo parceiro Henri Emmanelli, ao reunir a esquerda, não lhe parece suficiente?
- Esta não é uma questão de homens, mas de linha ideológica. Hoje, as condições de ancoragem do PS à esquerda não são garantidas. A prova é que a assembléia geral de Mans foi realizada sobre o texto de uma direção que estava de saída. Proponho que toda a esquerda se reúna para elaborar um programa comum, para 2007, com medidas de urgência sobre o socialismo e a democracia. Após definido este programa, aí sim, poderemos escolher um candidato comum.