A oposição socialista voltou a obter resultados expressivos no segundo turno das eleições municipais francesas, realizadas neste domingo. O presidente conservador Nicolas Sarkozy, eleito há apenas dez meses, recebeu um duro golpe em seu prestígio junto aos eleitores, principalmente nos grandes centros.
O Partido Socialista manteve o controle de Paris e conquistou prefeituras importantes, como as de Toulouse e Estrasburgo. Para evitar a humilhação nacional, Marselha, terceira maior cidade do país, cedeu a prefeitura ao UMP (partido de Sarkozy).
A popularidade de Sarkozy, no primeiro teste eleitoral desde que se tornou presidente, em maio, enfrenta acentuado declínio, especialmente por causa de questões econômicas e do excesso de atenção dada pela mídia à vida pessoal do presidente.
Segundo os socialistas, a etapa municipal das eleições era importante para superar as divisões internas deixadas pela derrota da candidata presidencial Ségolène Royal em 2007. Ao todo, a oposição conseguiu tirar mais de 15 cidades importantes das mãos da direita.
Governistas reagiram ao resultado dizendo que os eleitores votaram com base em questões locais, e que o resultado não afeta a política nacional. Nem todos, porém, tiveram essa intepretação.
– Foi uma noite de derrota – resumiu Jean-François Cope, dirigente do UMP.
Os líderes socialistas imediatamente pediram que o governo ouça a voz das urnas e abandone reformas "injustas", mas o primeiro-ministro François Fillon prometeu que não haverá mudanças.
– Não vamos nos esquivar das dificuldades, vamos respeitar nossos compromissos. Com o presidente da República, vamos fazer a França ter sucesso – disse Fillon pela TV.