Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Socialistas consideram 'improvável' a candidatura de DSK, mas deixam a porta aberta

O Partido Socialista francês disse em nota, nesta segunda-feira, ser improvável que Dominique Strauss-Kahn seria candidato às eleições presidenciais de 2012, apesar do enfraquecimento do caso de assédio sexual contra ele em Nova York.

Segunda, 04 de Julho de 2011 às 09:59, por: CdB
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O Partido Socialista francês disse em nota, nesta segunda-feira, ser improvável que Dominique Strauss-Kahn seria candidato às eleições presidenciais de 2012, apesar do enfraquecimento do caso de assédio sexual contra ele em Nova York. Segundo o porta-voz do partido, Benoit Hamon, em coletiva de imprensa, a ideia de que Strauss-Kahn poderia disputar a Presidência era "o mais fraco" de todos os possíveis cenários para o futuro político do ex-chefe do FMI. No entanto, mesmo se Strauss-Kahn perder o prazo de 13 de julho para se inscrever como representante do partido em outubro, Hamon disse que a liderança não bloquearia necessariamente uma entrada tardia para a votação no partido, caso ele quisesse ser candidato. Novo processo Mal acaba de se livrar de um escândalo, DSK deverá se ver diante outro processo por tentativa de estupro. A jornalista e escritora francesa Tristane Banon,de 31 anos, vai processar o ex-gerente-geral do FMI por tentativa de estupro em 2002, anunciou nesta segunda-feira seu advogado David Koubbi, em uma entrevista publicada no site do jornal Le Express. – Minha cliente, Tristane Banon, vai apresentar um ação por tentativa de estupro contra Dominique Strauss-Kahn. Vou entrar com a ação amanhã, 5 de julho, à Justiça, que receberá o documento na quarta-feira pela manhã. Tomamos essa decisão antes de 1º de julho, quer dizer, em meados de junho. Levei o tempo necessário porque não queria ser instrumentalizado pela justiça norte-americana – detalhou ele. Strauss-Kahn foi detido em 14 de maio em Nova York sob acusação de agressão sexual de uma camareira em um hotel local. Submetido à prisão domiciliar e estrita vigilância, Strauss-Kahn foi posto em liberdade nesta sexta-feira, após declaração da Justiça de que a acusadora havia "mentido deliberadamente" à Justiça, pondo em risco sua credibilidade. Em 16 de maio, o advogado de Banon anunciou que sua cliente havia pensado em processar o dirigente francês. Mas quatro dias depois apontou que essa decisão "a reservava para mais tarde". Banon assegurou, em fevereiro de 2007, em um programa de televisão, que em 2002 havia sido agredida sexualmente por Strauss-Kahn, cujo nome e sobrenome foram censurados para que fossem ao ar. O fato é outro impeditivo para que ele seja candidato em 2012.
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