O vice-presidente do Parlamento federal e candidato social-democrata (SPÖ), Heinz Fischer, será o oitavo presidente da II República da Áustria, após vencer nas eleições de hoje sua única adversária, a ministra de Exteriores e candidata conservadora, Benita Ferrero-Waldner.
Segundo os resultados das pesquisas de boca-de-urna divulgados depois do fechamento das urnas, às 17h horas (12h de Brasília), pela emissora de televisão pública ORF, Fischer obteve 51,9 por cento dos votos, e a chefe da diplomacia austríaca, 48,1 por cento.
Experiente político social-democrata de 65 anos, Heinz Fischer sucederá no cargo em julho o conservador Thomas Klestil, que completa 12 anos e dois mandatos como presidente do país.
Os resultados da ORF, que costumam ter uma margem de erro de alguns décimos, baseiam-se na apuração escolhida de uma série de colégios eleitorais representativos para todo o país, onde a participação eleitoral foi menor que a anunciada ao meio-dia e pouco mais baixa que há seis anos, quando alcançou 69 por cento.
Prova da credibilidade dessas pesquisas é que o Partido Popular (OVP), nas palavras de seu secretário-geral, Reinhold Lopatka, admitiu imediatamente a derrota de sua candidata e felicitou Fischer e os social-democratas pela vitória.
A apresentação de apenas dois candidatos à chefia do Estado da Áustria permitiu, pela primeira vez desde 1945, escolher o presidente do país já no primeito turno.
Apesar da derrota eleitoral, a candidata conservadora tem intenção de manter a pasta de Exteriores, que ocupa desde a chegada ao poder da atual coalizão governamental, formada por populares e os liberais do ultranacionalista Joerg Haider.
O chefe de campanha de novo presidente austríaco e secretário de organização do SPÖ, Norbert Darabos, expressou sua alegria pelo resultado alcançado e ressaltou que deve ser recebido também como um duro golpe contra o governo conservador do chanceler federal, Wolfgang Schüssel.