O depoimento do único sobrevivente da chamada Chacina da Baixada Fluminense abriu o segundo dia do julgamento do soldado da Polícia Militar Carlos Jorge de Carvalho, acusado de participar do assassinato de 29 pessoas na Baixada Fluminense, no dia 31 de março do ano passado.
Por volta das 10h desta tera-feira, o homem - uma das quatro testemunhas de acusação - disse no Tribunal do Júri de Nova Iguaçu que reconhecia o soldado como sendo um dos policiais militares que atiraram no bar da rua Gama, em Nova Iguaçu, matando 10 pessoas.
Ainda nesta terça, foram ouvidas as outras três testemunhas de acusação e as quatro testemunhas de defesa.O julgamento foi acompanhado por familiares das vítimas, vestidos com camisetas com fotos dos 29 mortos e deve se estender até esta quarta-feira.
O soldado Carlos Jorge Carvalho responde pelos crimes de tentativa de homicídio, homicídio qualificado e formação de quadrilha. Se for condenado, poderá pegar até 600 anos de prisão pelos crimes.
No interrogatório de ontem, ele alegou inocência, mas se contradisse ao falar sobre os horários e a ordem do que estava fazendo no dia do crime.
Onze policiais militares estão sendo acusados da chacina em Queimados e Nova Iguaçu. Cinco deles vão responder pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio; dois por formação de quadrilha e quatro foram inocentados por falta de provas.