Surpreendeu, faltou, mas o fato é que na despedida de Tasso Jereissati (PSDB-CE) do Senado não houve nenhuma análise da campanha eleitoral recente, do discurso mofado do PSDB, das propostas do partido e da oposição - ou da inexistência delas. Nada sobre a crise e divisão tucanas, sobre sua derrota no Ceará.
O que se viu (leiam nota acima) foi a mesma soberba e autossuficiência de sempre. Em vez da autocrítica, da avaliação, os mesmos preconceitos e chavões, os mesmos bordões e frases prontas que os levaram à mais rotunda derrota de um partido e de uma aliança partidária na história política recente do Brasil.
Quando todos esperavam do senador tucano cearense uma autocrítica e a convocação de seu partido para uma revisão de sua política - não precisa ser nem para uma refundação como quer o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) - o que ouvimos foi um necrológio do PSDB.
Com esse obituário do tucanato, Tasso mostrou que o seu PSDB hoje não é capaz sequer de convocar um Congresso para sair da crise, rediscutir-se, retemperar-se. Como fez, por exemplo, o DEM que convocou convenção extraordinária para março próximo. Mas, tratando-se do PSDB é compreensível. Afinal, o partido não tem mais unidade - e já há um bom tempo - nem para uma reunião de sua direção.
A constatação é amarga, mas a verdade é que é um triste fim para um partido que já governou o país. A propósito, convido vocês a lerem o artigo que publico hoje sobre o DEM, o PSDB e a oposição em geral no jornal Brasil Econômico sob o título "Haverá um "novo" PSDB?".
Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026
Edições digital e impressa