Equipes de resgate e grupos de ajuda afirmam que o número de vítimas causadas pelo ciclone que atingiu o país na noite de quinta-feira pode aumentar ainda mais.
“Nós estamos esperando que milhares de corpos sejam encontrados nos próximos dias”, disse Shekhar Chandra Das, vice-chefe do escritório governamental para gerenciamento de desastres.
O acesso a algumas das áreas mais afetadas está prejudicado com estradas bloqueadas por destroços e linhas de telefone e eletricidade cortadas.
Helicópteros e navios militares estão ajudando nos esforços para entregar mantimentos e atendimento médico às áreas mais remotas.
Elefantes também estão sendo usados para retirar os destroços mais pesados de algumas estradas.
A força da tempestade destruiu também fontes importantes de alimentos. Autoridades dizem que em várias áreas 95% do arroz que aguardava a colheita foi destruído.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU enviou suprimentos de emergência para 400 mil pessoas. O governo, o Crescente Vermelho e outras ONGs também enviaram equipes para o país.
Srgundo a ONU, as necessidades mais urgentes são de comida, tabletes para purificação de água e remédios.
Retirada
Segundo as autoridades, cerca de 650 mil pessoas foram retiradas de suas casas antes da chegada do ciclone.
Muitas conseguiram chegar a abrigos improvisados em escolas e mesquitas no interior do país.
Alaistar Lawson, enviado especial da BBC a uma das cidades atingidas, Mongla, diz que os moradores acreditam que um sistema de alerta de ciclones ajudou a salvar muitas vidas.
Em Bangladesh, os ciclones são comuns, mas este é o mais devastador desta estação, segundo as autoridades locais.
Desde 1970, quando um ciclone matou mais de 500 mil pessoas no país, foi formada uma rede de abrigos e um sistema de alerta que conseguiram reduzir significativamente o número de mortes.