Uma explosão atingiu na sexta-feira um trem de passageiros perto da Chechênia, dois dias antes de eleições parlamentares, matando 41 pessoas. Segundo a polícia, há indícios de que se trata de um atentado a bomba.
O Ministério do Interior disse que uma mulher parece ter detonada a explosão, que partiu o segundo vagão do trem em dois.
De acordo com o Ministério das Emergências, o número de mortos era de 36 e o de feridos, mais de 150.
A explosão aconteceu antes das 8h (3h, horário de Brasília), quando o trem estava na parte de fora da estação Yessentuki, no sul da Rússia. A região de Stavropol, ao norte da Chechênia, é palco de batalhas contra forças russas há mais de uma década.
Este foi o segundo ataque do tipo em três meses na mesma linha de trem.
"Tentativa de desestabilizar"
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que a explosão foi "uma tentativa de desestabilizar a situação às vésperas das eleições parlamentares" do próximo domingo.
- Estou convencido de que (os terroristas) não conseguirão seus objetivos, pois os cidadãos da Rússia não o permitirão - disse o número um do Kremlin em reunião com os responsáveis de segurança do país.
O Presidente russo ressaltou que "o terrorismo internacional, que desafiou muito países, continua sendo uma ameaça" para a Rússia.
O terrorismo internacional "é um inimigo cruel, ardiloso e perigoso", enfatizou Putin, prometendo que o governo e as autoridades regionais farão tudo para ajudar as vítimas" do atentado desta sexta-feira.
- Os serviços secretos devem empenhar todos seus esforços em esclarecer este crime -acrescentou.
A eleição de 7 de dezembro deve ampliar o apoio aos aliados políticos de Putin, que adotou uma linha dura contra os separatistas chechenos.