Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Sobe indimplência para empresas apesar de juros menores

O volume de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 1,248 trilhão em abril, valor que corresponde a 42,6% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, pelo Banco Central. Em março esse percentual era de 42,5% e em abril de 2008, de 35,8%.(Leia Mais)

Quarta, 27 de Maio de 2009 às 09:44, por: CdB

O volume de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 1,248 trilhão em abril, valor que corresponde a 42,6% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, pelo Banco Central. Em março esse percentual era de 42,5% e em abril de 2008, de 35,8%. O BC destacou a “manutenção do desempenho favorável dos bancos públicos”, que aumentou a representatividade no crédito do país de 37,5% em março para 37,7% em abril, “com ênfase para as operações direcionadas aos setores industrial e habitacional”.

Ainda segundo o BC, apesar da redução nas taxas de juros cobradas de pessoas físicas e jurídicas houve um aumento nos níveis de inadimplência para as empresas de março para abril. Os dados divulgados pelo BC indicam que a taxa de inadimplência média subiu de 5% para 5,2%. Para as pessoas jurídicas, a taxa passou de 2,6% para 2,9% e para as famílias (pessoas físicas), de 8,4% para 8,2%. A inadimplência refere-se ao percentual em atraso acima de 90 dias em relação ao total.

A taxa média de juros cobrada das empresas teve ligeira queda de 0,1 ponto percentual de março para abril (28,8% ao ano). Para as famílias, os juros anuais caíram de 50,1% para 48,8%. A taxa do cheque especial diminuiu de 158,6% para 156,3% ao ano. Já o crédito para a compra de carros subiu 0,1 ponto percentual e chegou a 19,5% ao ano em abril. No caso do crédito pessoal, que inclui operações consignadas em folha, a redução foi de 40,5% em março para 38,5% em abril.

O prazo médio dos empréstimos caiu de 368 para 366 dias corridos. Para as empresas, o prazo passou de 281 para 273 dias corridos e para as famílias, de 488 para 491 dias corridos. O spread (diferença entre taxa de captação e a cobrada do tomador final) caiu de de 28,5 para 28,2 pontos percentuais. Para as empresas a redução foi de 18 para 18,3 pontos percentuais e para as famílias, de 39,8 para 38,5 pontos percentuais.

Tags:
Edições digital e impressa